O Parlamento aprovou esta quarta-feira quatro votos de pesar pelas quatro vitimas dos incêndios que vem afetando Portugal Continental.
As votações, e consequente minuto de silêncio, foram realizados após a conclusão do debate no parlamento sobre os incêndios, com o primeiro-ministro, Luís Montenegro e outros membros do governo incluindo a ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral presentes.
Fotografias: JCMyro
Durante o debate :
Luís Montenegro, primeiro-ministro
“O Governo, eu próprio e a ministra da Administração Interna estivemos sempre ao leme, a acompanhar a situação no terreno e a coordenar as ações políticas da nossa responsabilidade. Estivemos antes, estivemos durante e estamos depois de cada ocorrência”
Hugo Soares, PSD
“Estava na Festa da Sardinha, em Portimão, a falar da sardinha em Portimão e da qualidade da sardinha algarvia. Sabe, senhor deputado José Luís Carneiro, eu não o censuro por estado na Festa da Sardinha em Portimão – gabo-lhe até o bom gosto -, o que eu o censuro é as vezes que se junta à demagogia da extrema-direita”.
André Ventura, Chega
“Como é que nos pode vir aqui dizer que tudo funcionou? Como é que nos pode vir aqui dizer que investiu, que fez, que havia prevenção, quando sabemos, vimos e percebemos que não havia e que estamos nos piores da Europa nesta matéria?
José Luís Carneiro, PS
“O senhor primeiro-ministro tem direito às suas férias e todos os membros do Governo têm direito às suas férias, mas para a população portuguesa foi incompreensível como é que se deu aquele sinal de insensibilidade com quem estava a sofrer no território”.
Mariana Leitão, IL
“as consequências de três negligências .. de nada fazer” na prevenção e proteção da nossa a floresta, “e só apenas reagir” mas mesmo assim “com calculismo político … adiar o recurso aos meios de combate”. “vai precisar de mais relatório técnicos para perceber o óbvio … a legislação precisa de ser simplificada …”.
Rui Tavares, Livre
“saber dialogar, distribuir jogo com a sociedade civil e os partidos …discutir a sério a organização do Estado no seu território a 25 anos…não basta dizer que se está ao leme”.
Paulo Raimundo, PCP
“os incendiários, independentemente das suas motivações, têm de ser punidos pelos crimes que cometem”
Mariana Mortágua, BE
“Há alguma outra razão, que não o descaso e a incompetência, para a negligência por parte do governo que vimos na resposta aos incêndios deste ano?”
Inês de Sousa Real, PAN
“Os bombeiros voluntários recebem 3,15 euros à hora para estarem a defender e lutar pela vida dos nossos compatriotas, para defender a floresta e também os animais. E no entanto não houve uma referência a um cêntimo, a um valor que fosse destinado aos bombeiros para de facto poder valorizar estes homens e mulheres que defendem o nosso país”
Filipe Sousa, JPP
“não é só a floresta que está a arder…também a confiança dos cidadãos no Estado, a dignidade de quem trabalha a terra e, acima de tudo, a vida de comunidades inteiras que fica suspensa no meio do fumo”.
“Não compete só aos políticos tomarem estas medidas, compete à justiça também ser consequente com aquilo que são as medidas que são tomadas pelos políticos e este crime não pode ser desvalorizado… Faremos as contas no fim, faremos as contas no fim”.