Sexta-feira 04 de Dezembro de 2020

E à 7ª Etapa chega a Estrela e a Torre

Volta-5-8-15

DR – Nuno Veiga

Depois da folga desta quarta-feira, dia de recuperação geral para todo o pelotão, Condeixa-a-Nova – outro município que se estreia na Volta a Portugal – entra pela “porta grande” ao protagonizar a partida da etapa rainha de 2015, esta quinta-feira.

E a tarefa para os ciclistas ainda em prova agiganta-se à medida que se entra na difícil subida da Serra da Estrela em direcção à Torre, momento que se apresenta, uma vez mais, como a derradeira oportunidade para os trepadores.

Entre Condeixa-a-Nova (partida pelas 12h05) e o topo do continente português, no concelho de Seia, serão percorridos 171,3 km, recuperando a mítica escalada pela vertente, Covilhã – Penhas da Saúde – Seia (Torre).

Resta aguardar o que o camisola amarela Gustavo Veloso (W52-Quinta da Lixa) e as restantes estrelas da 77ª Volta a Portugal Liberty Seguros, agora mais “frescos”, poderão fazer para começar a tratar da consolidação das posições cimeiras, as que dão direito ao pódio final, no domingo.

Nesta quarta-feira, foram os cicloturistas que tomaram conta de Oliveira de Azeméis, onde mais de 650 participaram na 9ª Etapa da Volta RTP Vitalis dividindo-se entre os percursos de 100 e 73 quilómetros que a organização traçou para esta jornada de confraternização que, desde 2007, assinala os dias de repouso.

Muito mais do que competição, apesar de existir andamento livre nos últimos quilómetros da etapa, esta iniciativa é marcada pela boa disposição dos participantes que têm oportunidade de viver por dentro uma etapa da Volta, apoiados pelas estruturas de partida e chegada, tal qual como se fossem os profissionais, desta vez apadrinhados por antigos vencedores da Volta como Joaquim Andrade ou Belmiro Silva acompanhados das velhas máquinas que os tornaram glórias do ciclismo português.

Rui Oliveira (Liberty Seguros-Carglass), corredor da casa com resultados assinaláveis no ciclismo de pista foi declarado vencedor do percurso mais longo (3h26m00s). Entre as mulheres, a vencedora foi Celina Carpinteiro, actual Campeã Nacional de BTT com o registo de 3h24m00s. Na versão dos 73 quilómetros, os vencedores foram José Borges (2.58.00) e Cristiana Oliveira (3.08.00).

“Eu também sou campeão”, pode ser o slogan para confirmar que a bicicleta está a tomar conta da sociedade! O ciclismo é hoje uma modalidade mais abrangente em escalões etários e estratos sociais. São muitos os que querem sentir o calor do asfalto, as dores nas pernas causadas pela entrega em cima de uma bicicleta e a superação é a palavra de ordem.

É possível demonstrar esta “moda” em números. O programa “Ciclismo para Todos” da Federação Portuguesa de Ciclismo registou um aumento de 46% de inscritos no último ano. Segundo a União Ciclista Internacional (UCI), foi um dos maiores crescimentos registados nas federações europeias da modalidade.

O ciclismo está vivo! Seja nas cidades com a criação de ciclovias ou fora do meio urbano com um manancial de provas organizadas por diversas organizações, onde o cicloturismo, entre outras, ganha notoriedade. Na Volta a Portugal, evento destinado a profissionais, há sempre espaço para os amadores. É isso que acontece há nove anos, no dia de descanso. A Volta é para todos!

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