Enquanto não entra em ação nos singulares, o número um nacional fez o aquecimento no torneio mexicano ao lado do anfitrião Miguel Ángel Reyes Varela nos pares e, de forma expressiva, garantiu lugar nos quartos de final da variante.
Frente à dupla constituída pelo monegasco Hugo Nys (18º do ranking de pares) e o francês Edouard Roger-Vasselin (19º), segundos cabeças de série, Borges e Reyes Varela celebraram com duplo 6-3 e 6-3 para garantirem lugar nos quartos de final.
Para chegarem às meias-finais o maiato e o mexicano terão de suplantar o duo que vencer o encontro entre Alexander Zverev/Marcelo Melo (campeão no Rio de Janeiro este domingo ao lado de João Fonseca) e Santiago González/David Pel.
Na madrugada desta quarta-feira, Nuno Borges fará a estreia no quadro de singulares frente ao norte-americano Frances Tiafoe.
Frederico Silva venceu na Índia
Quebrada a barreira da conquista dos títulos no ATP Challenger Tour, depois de se sagrar campeão no ATP Challenger em Chennai, Frederico Ferreira Silva entrou vitorioso em Pune (India), num torneio da mesma categoria 75.
Numa cidade em que o já retirado João Sousa conquistou o quarto e último título ATP da carreira, o caldense (240º mundial), que perdera há uma semana na ronda inaugural em Nova Deli, reencontrou-se com os sucessos e levou a melhor sobre Petr Bar Biryukov (298º), com os parciais de 6-3 e 6-4.
Quinto cabeça de série, o jogador de 30 anos, que integra a equipa do Centro de Alto Rendimento da Federação Portuguesa de Ténis, agendou encontro nos oitavos de final com Duje Ajdukovic (346º), um dos adversários que superou a caminho do sucesso em Chennai.
Francisco Rocha e João Domingues seguem no ITF M25 Vale do Lobo
A jornada desta terça-feira do Vale do Lobo Open contou com os apuramentos de Francisco Rocha e João Domingues para a segunda ronda do ITF M25 que a Federação Portuguesa de Ténis organiza até ao próximo domingo na Vale do Lobo Tennis Academy.
O primeiro triunfo português no quadro principal foi assinado por Francisco Rocha (797º no ranking ATP), mas foram precisas quase três horas para o portuense superar o italiano Massimo Giunta (579º) por 6-3, 3-6 e 6-1 num dos duelos que abriram a jornada.
Uma semana depois de ter celebrado as primeiras vitórias do ano em Vila Real de Santo António, o irmão mais velho de Henrique Rocha voltou a sorrir graças a um parcial decisivo imaculado em que aplicou muita pressão no serviço do adversário para fechar o embate com seis jogos consecutivos — já tinha conquistado o primeiro set de forma semelhante ao arrecadar seis dos últimos sete jogos.
“Saí com sensações positivas porque foi sem dúvida o melhor encontro que fiz este ano. Senti-me bem desde o início, mesmo se no início parecia que não queria cair para mim. Em termos de nível sentia-me presente e a jogar bem, por isso achava que era uma questão de tempo. Mentalmente saí um bocadinho do jogo no segundo set, mas fui à casa de banho, tive muito tempo para respirar e voltei a entrar bem”, explicou depois de assinar a quarta vitória da temporada, apenas a segunda em quadros principais.
Agora, Francisco Rocha quer superar a campanha da semana passada em Vila Real de Santo António, onde até jogou como qualifier, e atingir os primeiros quartos de final de 2026, mas para isso terá de passar por Georgii Kravchenko (551º).
O ucraniano jogou duas finais consecutivas neste local na reta final de 2025 e regressou com uma vitória por 7-5, 4-6 e 7-5 ao cabo de mais de três horas contra o italiano Raul Brancaccio (357º), quinto pré-designado.
Pouco depois, João Domingues (1096º) seguiu-lhe os passos ao bater o alemão Tim Handel (685º) por 7-6 (7/5) e 6-1.
O ex-top 150 foi muito superior ao adversário a partir do momento em que conseguiu afastar a frustração relacionada com o encordoamento das raquetas, inverteu uma desvantagem de 2-5 e ainda anulou três set points antes de arrecadar a primeira partida no tie-break, golpe decisivo para rubricar o triunfo já num ritmo totalmente controlado.
O próximo adversário de João Domingues sairá do encontro entre o britânico Toby Samuel (246º), segundo cabeça de série, com o espanhol Tomas Curras Abasolo (778º), agendado para esta quarta-feira.
Será também nesta jornada que irão a jogo os portugueses que completam a comitiva deste Vale do Lobo Open, estando desde já assegurada mais uma vitória devido ao encontro entre Tiago Pereira (269º), terceiro cabeça de série, e Hugo Maia (1450º). Os restantes são Tiago Cação (887º) e Tomás Luís (901º), que enfrentam, respetivamente, os qualifiers Sean Hodkin (1580º) e Rohan Mehra (1126º).
A primeira baixa lusa no quadro principal foi de Salvador Monteiro, que não resistiu ao terceiro encontro da semana (furou o qualifying). O jovem de 18 anos (número 2048 mundial) cedeu por 1-6 e 2-6 face a Mario Gonzalez Fernandez (625º) num encontro em que teve dificuldades em fugir ao ténis passivo do espanhol e entrar no campo para impor outro ritmo com uma abordagem mais ofensiva.
“Tentei fazer o meu jogo, mas não saiu como queria. Acho que nem entrei muito no jogo dele, procurei ter a bola para sair para a frente e chegar à rede, mas não consegui desequilibrar e acabei sempre por ficar no fundo. Aí foi mais forte do que eu e não tive grandes chances de discutir o resultado. Estava a ser um bocado frustrante porque senti que tinha mais qualidade de bola e mais profundidade do que ele, mas não estava a conseguir finalizar os pontos. Ele tem mais resistência física e é mais velho, tem mais experiência, por isso geriu melhor esses momentos do jogo”, considerou.
Nos pares, o algarvio Tiago Pereira, campeão deste torneio na variante em 2024, só precisou de 51 minutos para confirmar o estatuto de primeiro cabeça de série ao lado do canadiano Justin Boulais, registando uma vitória por 6-2 e 6-2 sobre os compatriotas Bernardo Balancho e Martim Couto.
Gonçalo Castro/Salvador Monteiro, Francisco Faria/José Freitas e Tomás Luís (com o americano Maxwell McKennon) não conseguiram segui-lo até aos quartos de final.
