Com a felicidade que é merecida, o Sporting de Braga encheu-se de ar puro e toca a remontar em plena cidade de Sevilha para “estoirar” com um Bétis que cometeu erros demasiados e teve de sair do barco a caminho das meias-finais da Liga Europa.
Os bracarenses até não começaram bem no Estádio de la Cartuja, porquanto aos 26’ perdiam (2-0), por falta de coordenação geral, em que alguns erros foram cometidos e os espanhóis, envolvidos pelos cerca de 60 mil adeptos que quase esgotaram o estádio, aproveitaram da melhor forma para ganhar a dianteira, como que pairando um “desastre” total para os homens da Cidade dos Arcebispos.
Antóny, de cabeça, na pequena área, foi deixado só e a bola – provinda de um erro da defesa da Brácara Augusta – passou por perto e cabeceou (13’) para a baliza, sem que o guardião de vermelho vestido conseguisse chegar, para fazer o 1-0.
Pouco depois (18’), o Braga foi obrigado a fazer uma substituição por lesão de um seu jogador, enquanto o Bétis de preparou para (26’) chegar ao 2-0, com um golo obtido por Essalzouli, num contra-ataque rápido em que o avançado se chegou à frente e rematou sem defesa.
Nunca resignado, mas algo “amolgado”, o Braga começou a reagir e (38’) Pau Vitor, também numa jogada rápida, aproveitou uma bola solta no lado direito para rematar e fazer o 2-1, numa fase em que os bracarenses passaram a ter maior agressividade no jogo, concluindo o primeiro tempo em alta, quiçá a ganhar confiança para a segunda parte.
Tal dito tal feito e (49’) Vítor Carvalho deu o melhor caminho a um livre marcado por Ricardo Horta, na esquerda, com a bola a sobrevoar para a área, onde o primeiro saltou mais alto do que ninguém, antecipando-se ao guardião espanhol, e fez o 2-2.
Mantendo a “aceleração”, os bracarenses conquistaram (53’) uma grande penalidade, por falta grave de um defesa, tendo Ricardo Horta rematado para a direita com o guardião a ir para a esquerda.
Com os espanhóis a entrar em círculo fechado”, perdendo a respiração, os visitantes não se incomodaram e (74’) Gorby fez um golão, com um remate junto à linha da grande área, de forma frontal, levando a bola a raspar em dois defesas e a bater na rede, ainda com um pequeno toque do guardião, que não conseguiu desviar para fora da baliza.
Numa estatística mediana (12-9 remates, dos quais 6-8 para a baliza, onde o Braga esteve por cima), a posse de bola foi dividida e o triunfo do Sporting de Braga foi justo, merecendo o prémio de estar nas meias-finais – afinal a única equipa portuguesa que o conseguiu – defrontando, em casa (1ª mão), o Friburgo, no dia 30 deste mês de abril.
No outro encontro, o FC Porto começou muito mal, porquanto (8’) ficou reduzido a dez jogadores pela expulsão de Bednarek, que entrou ao joelho de um adversário, mesmo mas barbas do árbitro e viu o indesejado cartão vermelho.
Com menos um e ainda como que “bloqueado mentalmente” pelo que se verificou, os portistas sofreram o primeiro (e único golo do desafio) quando Gibbs-White rematou, a bola roçou num defesa e acabou por enganar Diogo Costa.
Logo de seguida, o técnico portista viu-se na contingência (técnica e tática) de fazer quatro substituições para tentar dar “outra vida” à equipa, mas, no final, confirmou-se que não obteve os resultados pretendidos.
A equipa nortenha ainda fez dois remates que foram bater na barra – mas só contam os que entram – mas também é verdade que a equipa, por motivos que o técnico irá analisar, não terá pressionado como o devia ter feito, para tentar pelo menos empatar, tendo adiando até não ter mais tempo e o jogo terminou com a derrota, que podia ter sido alterada se Bednarek se tivesse preocupado mais com a bola e não tanto com o joelho do adversário.
E o “quente” vai continuar pelos estádios, primeiro com o Sporting-Benfica deste domingo (Liga Betclic) e o FC Porto-Sporting no dia 22, para a Taça de Portugal.
A outra meia-final da Liga Europa será disputada entre o Notting Forest e o Aston Villa.
