Pelas 18 horas (em Portugal) deste 17 de junho de 2026 – que se quer de alegria, pujança física, mente forte e a lutar pelo melhor lugar de sempre – a seleção nacional vai dar o primeiro passo na 23ª edição do Campeonato do Mundo de Futebol, sedeado no Canadá, Estados Unidos da América e Uruguai.
Das 22 competições realizadas (desde 1930, no Uruguai, a 2022, no Qatar), Portugal concorreu a oito (com estreia em 1966), precisamente onde a equipa das Quinas obteve o melhor resultado de sempre, conquistando um brilhante 3º lugar, de larga memória, em especial por da equipa ressaltar o que foi o melhor goleador português nos anos sessenta e setenta, como foi o caso de Eusébio da Silva Ferreira.
No México (1986), Coreia/Japão (2002), Portugal não passou da primeira fase. Regressou em 2006 para, na Alemanha, saltar para um quarto lugar, na era de Luís Figo, seguindo-se a África do Sul (2010), onde os oitavos foi o melhor que foi possível. Em 2014 (Brasil) voltou-se à fase inicial e em 2018 (Rússia) também se chegou aos oitavos para se concluir (2022) nos quartos, Com Ronaldo e companhia, como que a deixar para 2026 a perspetiva de se chegar mais longe.
Para o efeito, criaram-se “slogans” como “Vai dar Portugal” ou “Fazer o que nunca se tinha feito”, no mínimo semifinalista, para se sagrar campeão ou ficar em segundo.
Pelo caminho, mudança de selecionador, com o espanhol Roberto Martinez a ser contratado para a “cavalgada” triunfal, no que também se dizia ser a última oportunidade para que a equipa nacional chegasse à medalha de ouro do nosso contentamento, conquanto a estrela maior, Cristiano Ronaldo, também deveria terminar a carreira (41 anos).
Cumprida a missão de ser apurada (pela sétima vez consecutiva desde 2002) para a festa final do Mundial, começaram a surgir outras questões intrínsecas, extrínsecas, paralelas, perpendiculares, oblíquas, obtusas e de outros contornos que, neste dia da estreia, ensombram o espirito positivo que os portugueses tinham, antes de terem sido publicadas notícias em que se diziam “o selecionador nacional vai sair depois do Mundial” ou ”Mundial com um selecionador a prazo”, além de outras de semelhante teor, não há muito tempo.
Da parte do técnico, como lhe compete, nada foi dito. Ter-se-á, pelo menos publicamente, fechado no seu casulo (e muito bem) sem dar sinal de desconforto pelo que se lia.
Da parte dos responsáveis da Federação Portuguesa de Futebol, o silêncio imperava. “Vamos esperar pelo primeiro jogo e depois logo se verá” – terão pensado, porque publicamente nada tinha sido lido na comunicação social.
Eis senão que, ao longo do dia de ontem (terça-feira) nalguns canais de TV, os comentadores de serviço confirmavam o que tinha sido colocado nos escaparates, com a imprensa internacional a também divulgar a situação.
E foi por isso que, noite dentro, em Portugal, se soube que um representante da FPF tinha referido que “a FPF e Roberto Martinez estão focadas exclusivamente no Mundial”, reforçando que “a Federação e o treinador estão alinhados nessa questão”.
Uma declaração que não deve mudar o estado de coisas, até porque, recorde-se, tinha sido ventilada a hipótese de o técnico poder renovar o contrato, mas nada surgiu, a não ser precisamente a hipótese contrária, isto é “que o selecionador está a prazo”. Evidente se torna que há “gato escondido com rabo de fora”.
Quer se queira, quer não, toda a comitiva sabe do assunto. Resta saber o que se vai passar a seguir. Como não advínhamos, esperemos pelo resultado do jogo desta tarde, a partir das 18 horas, para analisar os respetivos efeitos. Com a certeza de que o que está escrito não tem volta a dar.
França e Noruega com vitórias a fechar terça-feira
Ainda que dominando o encontro de forma global, o Senegal suportou muito bem as investidas dos franceses e conseguiu manter o resultado a zero até ao final da primeira parte.
No regresso, Mbappé (66’) abriu a contabilidade e Barcala (82’) chegou ao 2-0, resultado que se foi mantendo até para além do tempo padrão, até que Mbaye (90+5’) reduziu para 2-1, mas, no minuto seguinte (90+6’), Mbappé voltou a marcar e concluiu o triunfo com um 3-1 aceitável.
Os franceses remataram mais (12-6, dos quais 9-2 para a baliza, numa posse de bola de 54/46%) e foi através disso que conquistaram os indispensáveis três pontos.
Para finalizar o dia de ontem, a Noruega impôs-se ao Iraque (4-1), marcando dois golos em cada parte, com superioridade absoluta, em especial no segundo meio tempo.
Haaland abriu o ativo (29’) para os noruegueses, que sofreram o empate (39’) por intermédio de Hussein, tendo Haaland chegado (43’) ao 2-1, com que terminou o primeiro tempo. No segundo, Ostigard (76’) fez o 3-1 e Hussein, na própria baliza (90+6’) fechou as contas no 4-1.
A Noruega teve mais remates (13-11, dos quais 7-1 para a baliza, numa posse de bola de 63/37%), somando os primeiros pontos.
Dia de Portugal é hoje
Nesta quarta-feira, Argentina e Argélia defrontaram-se (grupo J) a partir das duas horas da madrugada, tendo brilhado Messi com hactrick deu a vitória à argentina (3-0).
Seguiu-se (cinco horas da madrugada, o Áustria-Jordânia, que terminou com a vitória da equipa europeia por 3-1, marcaram pela Áustria, R. Schmid apos a assistência de X. Schlager- 21′, Yazan Al Arab (auto-golo) – 76′ e por fim aos 90+12′ por M. Arnautović através da marcação de uma grande penalidade, o golo solitário da Jordânia foi marcado por Ali Olwan após assistência de Noor Al Rawabdeh – 50′.
Na parte da tarde, a sessão começa (18h) com o esperadíssimo Portugal-República do Congo (grupo K) e termina (21h) com o Inglaterra-Croácia (grupo L).
Árbitro João Pinheiro estreia-se nesta quinta-feira
A FIFA anunciou que João Pinheiro vai estrear-se a apitar a partida da segunda jornada do Grupo B, entre Suíça e Bósnia e Herzegovina.
O árbitro português terá como assistentes Bruno Jesus e Luciano Maia. O japonês Yusuke Araki vai ser o quarto árbitro e Jun Mihara será o assistente de reserva. O encontro terá lugar no SoFi Stadium, em Inglewood, no estado norte-americano da Califórnia, a partir das 20h00 (hora de Portugal Continental).

