Sexta-feira 19 de Junho de 2026

Maria Bolota é médica e representa Portugal no Mundial de Para Standing em Ténis

“Adaptar não é desistir, é encontrar novas formas de continuar”. Com esta frase, Maria Bolota reflete a forma como o Para Standing Tennis (PST), disciplina na qual começa a competir, esta quinta-feira, no Campeonato do Mundo, continua a mantê-la ligada ao desporto que já conhecia antes de lhe ter sido diagnosticada uma doença neuromuscular.

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FPT

A representar Portugal na categoria PST1 – Jorge Castro é o outro jogador luso em competição na cidade italiana de Turim, este em pares PST3-4 ao lado do francês Agostino Maritan -, a médica de 27 anos conta um pouco da sua história.

“Cresci a jogar ténis no Clube de Ténis do Estoril. Recentemente fui diagnosticada com uma doença neuromuscular e comecei a desenvolver sintomas, sobretudo de fraqueza muscular. Nessa altura, disseram-me que provavelmente nunca mais conseguiria jogar ténis”, recorda a jogadora, deixando uma mensagem positiva. “Hoje sou médica, interna de Pediatria, e quero mostrar que os rótulos associados às doenças crónicas não podem definir os nossos limites nem impedir-nos de sonhar”, vinca Maria Bolota, que tem encontro marcado com a irlandesa Katie Morrissey.

No caso de Maria Bolota o PST ajudou-a a reerguer-se. “Descobri o Para Standing Tennis quase por acaso, enquanto procurava oportunidades para praticar desporto adaptado em Portugal”, relatou a tenista.

Apoiada pela Federação Internacional de Ténis (ITF), o PST é modalidade reconhecida em mais de 45 países. “Permite a pessoas com limitações físicas, como amputações, paralisia cerebral ou doenças neuromusculares, poderem continuar a competir e a praticar a modalidade através de adaptações às suas necessidades individuais”, especifica a portuguesa que, entre esta quinta-feira e domingo, vai estar a jogar em Turim, onde estão reunidos mais de uma centena de tenistas.

“Atualmente, compito na categoria PST1, embora acredite que, devido à progressão das minhas limitações físicas, possa vir a integrar futuramente as categorias PST2 ou PST3. Existem quatro categorias competitivas, definidas de acordo com o grau de limitação na locomoção: o PST1 corresponde aos atletas com menor limitação funcional e o PST4 aos atletas com maior limitação”, remata ainda a portuguesa.

 

Matilde Jorge semifinalista de pares na Figueira da Foz

 

Matilde Jorge entrou com o pé direito no quadro de pares e apurou-se para as meias-finais do Figueira da Foz Ladies Open, WTA 125 que na jornada desta quinta-feira ficou sem a antiga campeã — e grande favorita — Alina Korneeva na segunda ronda de singulares.

A 10ª e mais importante edição do torneio é organizada pela Federação Portuguesa de Ténis até domingo no Tennis Club da Figueira da Foz.

A jogar ao lado da polaca Martyna Kubka pela primeira vez, Matilde Jorge venceu a compatriota Angelina Voloshchuk — formou parceria com Anastasia Kulikova — pelos parciais de 7-5 e 6-4 num duelo de 90 minutos que encerrou a jornada.

Nas meias-finais, a número um nacional da variante terá pela frente as irmãs eslovacas Viktoria Hruncakova e Katarina Kuzmova.

Aos 22 anos, Matilde Jorge é a recordista de títulos portugueses na categoria WTA 125, pois além dos dois que ergueu ao lado da irmã, Francisca Jorge, no Jamor (em 2024 e 2025), também venceu o Oeiras CETO Open deste ano, com Sofia Costoulas.

Nos singulares, o torneio ficou sem a primeira cabeça de série e antiga campeã, Alina Korneeva. Vencedora da prova em 2023 e finalista em 2025, em ambos os casos como qualifier, a prodígio russa de apenas 18 anos (atual 97.ª classificada no ranking WTA) caiu aos pés de Martyna Kubka (230.ª) ao fim de 2.48 horas com os parciais de 7-6 (7/4), 5-7 e 6-4.

Outrora líder da hierarquia júnior e campeã de dois Grand Slams no escalão, Korneeva acumulou vários erros não forçados ao longo do confronto e viu a adversária, a desfrutar da melhor fase da carreira, andar sempre na dianteira do duelo.

Pupila da academia de Rafael Nadal e guiada pela antiga top-20 Anabel Medina Garrigues, Alina Korneeva costuma ser eficaz a lidar com as difíceis condições do Oeste (também arrecadou títulos em Leiria e nas Caldas da Rainha) e até esta quinta-feira tinha 14 vitórias nos 15 encontros realizados na Figueira da Foz.

A mais cotada de todas as inscritas procurava o segundo título WTA 125 em Portugal, quatro meses depois de ter conquistado o primeiro dos cinco já organizados em 2026, no Women’s Indoor Oeiras Open I.

Quanto a Martyna Kubka, semifinalista em fevereiro numa prova disputada no Monte Aventino, será a adversária da coreana Yeonwoo Ku nos quartos de final desta sexta-feira.

Darja Vidmanova (108ª), terceira cabeça de série e agora a mais cotada em competição, também avançou para os quartos de final e marcou confronto com a ex-21 WTA Jil Teichmann, quinta favorita. O último bilhete para o antepenúltimo dia do evento foi adquirido pela belga Jeline Vandromme (171ª). A atual campeã do US Open de sub-18 complicou uma tarefa fácil, já que esteve a liderar por 6-1 e 5-1, mas acabou a celebrar sem perder sets diante da qualifier Valentina Ryser (313.ª) com os parciais de 6-1 e 7-6 (7/4).

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