Jaime Faria foi rápido e eficaz na estreia em Wimbledon, garantindo lugar na segunda ronda do qualifying do Grand Slam de relva, cujos encontros desta fase têm lugar em Roehampton.
Na terceira participação na quinzena londrina, o número dois nacional, 97º do ranking mundial, manteve a toada vitoriosa sobre o francês Hugo Grenier (224º), ex-95º a quem o português ganhou nos hardcourts da Invicta no Challenger, em 2023.
Esta segunda-feira, o tenista que integra o Centro de Alto Rendimento da Federação Portuguesa de Ténis disparou oito ases e quebrou o serviço do gaulês em três das cinco oportunidades criadas.
Com os jogos de serviço ameaçados sete vezes, o lisboeta de 22 anos salvou todas. Faria registou 27 winners, mais dez do que Hugo Grenier.
O segundo cabeça de série vai medir forças com Luka Pavlovic, 218º da hierarquia, com quem o português nunca jogou.
Para o lisboeta (22 anos), esta é a terceira presença em Wimbledon, depois de, na última edição, ter passado o qualifying e feito a estreia no quadro principal.
Recorde-se que, além de Faria, também Henrique Rocha, Frederico Ferreira Silva tentam juntar-se a Nuno Borges no quadro principal de singulares, embora o maiato também vá jogar o torneio de pares, ao lado de Nicolas Barrientos, no qual Francisco Cabral e Lucas Miedler também se apresentam.
Darja Vidmanova conquistou Figueira da Foz Ladies Open e entra no top-100
Darja Vidmanova venceu a 10ª e maior edição do Figueira da Foz Ladies Open e selou a entrada no top-100 mundial com a conquista do maior título da carreira. A estreia do torneio como WTA 125 esteve a cargo da Federação Portuguesa de Ténis até este domingo o no Ténis Club da Figueira da Foz.
O novo WTA 125 do país contou com bancadas cheias para o último duelo, como é apanágio do torneio, e a final foi selada com 6-2 e 6-3 em favor da tenista de 23 anos (108ª WTA) contra a turca Ayla Aksu (277ª), que procurava igualmente o maior troféu do currículo e juntar um êxito individual na Figueira da Foz ao título de pares erguido neste local em 2017, na primeira das 10 edições.
Quatro meses depois de ceder no derradeiro encontro do Women’s Indoor Oeiras Open do Jamor, o certame inaugural de 2026 em Portugal de nível 125, Vidmanova amealhou o oitavo título do palmarés, primeiro em 11 meses. E um dia após ter garantido a estreia no top 100 da tabela feminina, a tenista de Leste despediu-se do Oeste de Portugal no 90º posto da hierarquia na antecâmara da estreia em quadros principais de provas do Grand Slam, em Wimbledon.
“Estou muito feliz, é o meu primeiro título WTA e significa muito. Foi uma semana difícil e estou feliz por terminar com o título. […] Não sou muito expressiva, mas estou muito feliz. No final do encontro estava nervosa e quando ganhei senti mais alívio por conseguir segurar o encontro, mas estou muito feliz”, exclamou na derradeira conferência de imprensa da semana.
“Tentei concentrar-me nas coisas que tenho trabalhado, como o meu serviço e misturar o ritmo. O vento ajudou-me porque fiz mais “slices” e variei a altura da bola. O marcador não reflete o encontro, acho que foi mais equilibrado do que o resultado indica, mas nos momentos mais importantes ela falhou mais”, analisou.
Um ano depois de concluir a formação na Universidade da Geórgia, a tenista nascida em Moscovo despediu-se da Figueira da Foz com lembranças que vão perdurar na memória: “Vencer o meu primeiro título WTA e entrar no top 100 ao mesmo tempo é sem dúvida especial, vou sempre lembrar-me desta semana na Figueira da Foz“, asseverou Darja Vidmanova. Segue-se a viagem até Londres, com o objetivo a curto prazo de “garantir um lugar no quadro principal do US Open” e, a médio prazo, “conseguir estar no top 50 e jogar todos os grandes torneios ao longo do próximo ano.”
Francisca Jorge de encontro agendado com antiga campeã do Jamor
A jogar em Wimbledon pela segunda vez, Francisca Jorge vai encetar a participação no qualifying do Grand Slam da relva frente à húngara Dalma Galfi, 115ª classificada da hierarquia mundial, ditou o sorteio realizado esta segunda-feira.
A lider portuguesa, 226ª do ranking mundial, e a magiar – ex-79ª mundial e campeã júnior do US Open em 2015 – vão medir forças pela primeira vez, todavia a tenista de Balatonfured tem boas memórias de Portugal, pois foi na terra batida do Jamor, no combinado de Oeiras, que conquistou há um ano um dos dois títulos no WTA125, categoria na qual a vimaranense soma dois troféus ao lado da irmã Matilde Jorge.
Francisca Jorge é a única representante feminina portuguesa desta edição, sendo que, em 2024, na estreia, perdeu na ronda inaugural da qualificação. Jaime Faria, que já entrou a ganhar, Henrique Rocha e Frederico Silva são os demais qualifiers nacionais que tentam juntar-se aos compatriotas Nuno Borges e Francisco Cabral, este último apenas nos pares.
Nuno Borges entra a ganhar no ATP 250 de Maiorca
O contrarrelógio para Wimbledon está ao rubro e Nuno Borges, 54º mundial que teve entrada direta no quadro principal de singulares e pares do Grand Slam londrino – tem Nicolas Barrientos por parceiro -, está a preparar-se para a quinzena londrina na relva do ATP 250 de Maiorca, no qual entrou a ganhar.
Na ronda inaugural do torneio balear, o número um nacional somou o terceiro triunfo sobre o francês Adrian Mannarino, 44º da hierarquia ATP e ex-17.º, primeiro em relva depois dos sucessos na terra batida de Barcelona, esta temporada, e nos pisos rápidos do ATP Masters 1000 Cincinnati, em 2024.
Desta vez, foi com duplo 6-2 que o tenista treinado no Centro de Alto Rendimento da Federação Portuguesa de Ténis celebrou a vitória em 1h35 horas. Nos oitavos de final, Nuno Borges vai defrontar o vencedor do embate entre o alemão Jan-Lennard Struff (77º) e o espanhol Martin Landaluce (55.º).
Em Maiorca, Francisco Cabral, número um nacional de pares, e o austríaco Lucas Miedler também preparam a prestação de Wimbledon. São principais candidatos ao troféu balear na variante e medem forças com o alemão Constantin Frantzen e o neerlandês Robin Haase.


