Dois grandes sismos ocorreram na Venezuela, ontem, pelas 22:05 (UTC) e o maior atingiu Mw 7,5 [Mw- magnitude momento], com latitude 10,45°N e longitude de 68,51°W .
O epicentro localizou-se a uma distância de cerca de 34 km da costa e a uma profundidade de cerca de 10 km (fonte do United States Geological Survey, USGS). Este evento foi precedido, 38 segundos antes, por outro com magnitude Mw 7,2.
De acordo a informação fornecida pelo IPMA – Instituto Português do Mar e da Atmosfera, revela que o USGS, indicou que durante os próximos dias, podem ser registadas numerosas réplicas. Além disso é expectável a ocorrência de liquefação assim como movimentos de massa causados pelos terramotos.
O referido evento ocorreu como resultado de uma falha de desligamento superficial, próxima da complexa fronteira entre as placas das Caraíbas e da América do Sul. A localização do sismo, a sua profundidade reduzida, assim como o mecanismo focal de desligamento lateral direito, são consistentes com uma rutura ao longo deste sistema de fronteira de placas, nomeadamente no sistema de falhas de Boconó.
O Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico (PTWC) emitiu inicialmente avisos e alertas de possível tsunami. Após avaliar os dados disponíveis, o aviso foi cancelado. O PTWC recomendou apenas precaução habitual junto ao mar, salientando que ainda poderiam ocorrer pequenas oscilações do nível do mar em algumas áreas. Indicou também que não eram necessárias outras medidas, salvo se as autoridades locais viessem a emitir instruções adicionais.
O governo venezuelano declarou o estado de emergência no país, reportando 32 mortes e 700 feridos. Contudo, o USGS estima entre 10.000 a 100.000 o número de pessoas afetadas. Estes sismos provocaram danos generalizados como o colapso de muitos edifícios.
A Rede Sísmica do IPMA registou estes eventos conforme mostra a imagem abaixo (1). A Divisão de Geofísica do IPMA continua a acompanhar a situação.


