Com duas vitórias em dois jogos, Portugal assumiu a liderança no grupo 4 do apuramento para os oitavos de final da Liga de Nações, mas não pode afrouxar!
Portugal derrotou uma forte Noruega por 2-1, em Oslo, num encontro emocionante do primeiro ao último segundo. João Félix abriu o marcador, Haaland empatou no início da segunda parte e Gonçalo Ramos devolveu a vantagem à Seleção Nacional, que soube controlar as investidas norueguesas até ao fim.
Foi uma primeira parte de grande intensidade em Oslo, com Portugal a chegar ao intervalo na frente [com vantagem de 1-0] e Diogo Costa a travar várias tentativas dos noruegueses.
João Félix abriu o marcador aos 17 minutos, após uma excelente transição conduzida por Nuno Mendes e uma assistência à entrada da área de Pedro Neto.
A Noruega reagiu ao golo e criou várias situações de perigo, sobretudo através de Haaland e Nusa. Diogo Costa esteve em grande plano, negando o empate em várias ocasiões, enquanto Rúben Dias também foi decisivo a travar as investidas dos nórdicos.
Portugal mostrou qualidade na saída para o ataque, mas sofreu na reta final deste primeiro período, particularmente nas bolas paradas e nas segundas bolas. A Noruega terminou com mais remates, 12 contra seis de Portugal, mas a eficácia lusa manteve a seleção nacional na frente.
A segunda parte começou a todo o gás: Haaland empatou aos 51′, aproveitando a recarga de um livre de Ødegaard defendido (para a frente) por Diogo Costa e, pouco depois, um erro de Nyland permitiu a Gonçalo Ramos fazer um chapéu perfeito e recolocar Portugal na frente (2-1).
O avançado português voltou a marcar aos 58′, mas o golo acabou anulado por fora de jogo após análise do VAR. Pelo meio, Rafael Leão (57’) acertou na barra, deixando Portugal perto do terceiro golo.
A Noruega não desistiu de procurar o empate, pelo contrário. Mas Portugal conseguiu controlar as principais ameaças. Diogo Costa voltou a responder com segurança, desta vez perante um remate de Schjelderup, enquanto Renato Veiga desviou um remate perigoso de Haaland. Do outro lado, Trincão também ameaçou, mas rematou à figura de Nyland.
Apesar do êxito global, a verdade é que Portugal não entrou bem, não conseguiu ter um fio de jogo harmonioso, alguns jogadores não facilitaram porque, várias vezes, optaram pelo individualismo sem resultado (antes a complicar) – o que pode e deve ser analisado (o que ainda não houve tempo) e retificado, o que é demonstrado pela estatística, completamente desfavorável à equipa das quinas em todos os vetores, com maior relevo nos seis cartões amarelos recebidos (contra 3), correspondentes a 12 faltas (contra 8).
Na quinta-feira terá lugar o terceiro jogo frente à Dinamarca, em solo do Reino (19h45), dinamarquês, equipa que neste domingo derrotaram Gales por 2-0.
Em declarações ao site da FPF, Jorge Jesus, selecionador nacional, referiu que “foi uma boa vitória. Esta Noruega para mim é uma equipa do top-5. Tem um ponta de lança que a qualquer momento pode marcar, é uma coisa incrível. Mas a última linha e, especialmente os nossos dois centrais, com a ajuda do João Palhinha e do Rúben Neves quando entravam no processo defensivo foram muito fortes no corredor central. Mesmo assim, o Haaland fez 6 finalizações dentro da área e fez golo numa. Estou satisfeito com a equipa. Este processo não é fácil. Tens de corrigir durante os jogos a sério da Liga das Nações. Isto não é um particular onde os treinadores podem fazer experiências. Aqui experimentas e ou sai bem ou sai mal. É no risco. Se sair mal, não dá para voltar atrás.”
Acrescentou que “tenho de estar satisfeito. Se esta equipa tem mais margem para crescer?, claro que sim. Estou a fazer experiências com jogos a sério e, jogo após jogo, vou tendo cada vez mais ideias para tomar decisões”.
Nas substituições, justificou que “as minhas alterações, mesmo nos últimos dez minutos, nunca foram a pensar em defender o resultado. Foi sempre a pensar em fazer o 3-1. Achei que a Noruega podia ser surpreendida com jogadores frescos mais ofensivos do que estar a fazer substituições com jogadores mais defensivos. O Bernardo tem uma qualidade muito grande de posse de bola individual e precisávamos de ter alguém que controlasse o jogo no corredor central.”
Referiu ainda que “não se defende só com a última linha. A primeira linha é muito importante para ser uma equipa pressionante e é assim que eu quero”.
“Cristiano Ronaldo ficou no banco porque senti que o jogo estava a ditar-me outras ideias. Fui modificando de forma a garantir não só o resultado, mas outros processos da equipa” – finalizou Jorge Jesus.
