A ascensão de sete lugares no ranking mundial, permitiu a Jaime Faria posicionar-se na 61ª posição da hierarquia ATP, ultrapassando Frederico Gil, o primeiro dos portugueses a disputar uma final do circuito ATP – Estoril Open em 2010 – e que, em abril de 2011, se posicionou em 62º da tabela.
FP Ténis O lisboeta, de 23 anos, é o quinto tenista luso mais bem cotado da história da modalidade em Portugal, apenas superado Rui Machado (59.º em 2011), Gastão Elias (57.º, em 2011), Nuno Borges (30.º, 2024) e João Sousa (28.º, 2016). Nuno Marques, o primeiro dos lusos na elite dos 100 (86.º em 1995) e Pedro Sousa – 99.º em 2019 – são os demais jogadores lusos a ter figurado no top-100 masculino. Recorde-se que, Michelle Larcher de Brito foi 76ª do ranking WTA em 2009.
Atualmente, Francisca Jorge é a mais bem classificada das jogadoras nacionais em 214.ª, seguida da irmã Matilde Jorge que subiu cinco degraus até ao 250.º posto. A gozar do melhor ranking da carreira está Angelina Voloshchuk, a número três nacional que chegou aos quartos de final do WTA125 do Porto Open e, com isso, subiu 20 posições na hierarquia mundial feminina. Jaime Faria que, ontem, entrou a ganhar no ATP 500 de Tóquio ..
Na primeira vez que encontrou Shintaro Mochizuki, Jaime Faria jogava na terra batida caseira do Jamor e a caminho do primeiro título ATP Challenger da carreira no Oeiras Open 4, em 2024. Pelo meio jogou e perdeu com o nipónico na relva de Nottingham (2025) e, esta segunda-feira, no ATP 500 de Tóquio o português, que goza o melhor ranking da carreira (61.º), levou a melhor para ficar a uma vitória do quadro principal na capital japonesa. Diante do 120º mundial, Jaime Faria, quinto cabeça de série, afastou o tenista anfitrião com os parciais de 6-2 e 6-4 em 1h17, assinando 13 ases e salvando dois de três breakpoints, capitalizando quatro das oito oportunidades que teve para levar a melhor sobre Mochizuki.
Jaime Faria aguarda pelo desfecho entre o paraguaio Adolfo Daniel Vallejo, 56º da hierarquia mundial, e o japonês Taro Daniel (172.º, ex-58.º ATP).
Francisca Jorge e Teresa Franco Dias de encontro agendado no W75 da Quinta do Lago
A quinta edição do The Campus Ladies Open tem como primeiro destaque um inédito embate entre Francisca Jorge e Teresa Franco Dias, duas das cinco portuguesas que disputam o quadro principal deste ITF W75 algarvia.
Francisca Jorge (214ª no ranking WTA) é a número um nacional e a única portuguesa entre as cabeças de série — ocupa a sexta posição da lista. A vimaranense alcançou recentemente os quartos de final de um WTA 125 pela quarta vez na carreira, nas Caldas da Rainha, e já foi semifinalista no The Campus em duas ocasiões, a mais recente em 2025, quando o torneio integrou pela primeira vez esta categoria. Teresa Franco Dias (1339ª) foi contemplada com um wild card e celebra o 27º aniversário esta terça-feira, dia em que defrontará a melhor amiga pela primeira vez (às 10 horas).
Matilde Jorge (250ª) também entrou diretamente no quadro principal e terá pela frente Elena Malygina (287ª), da Estónia, que chegou aos quartos de final do WTA 125 do Porto na última semana. A jovem vimaranense de 22 anos conquistou, a meio deste mês, o terceiro título de singulares da carreira no W50 de Évora e no último fim de semana venceu a prova da invicta em pares ao lado da irmã mais velha. Angelina Voloshchuk (353ª) repetiu os quartos de final no Porto e chega à Quinta do Lago na melhor fase da carreira, tendo encontro marcado com a qualifier Adrienn Nagy (480.ª).
A luso-brasileira Giulia Pereira de Aguiar (sem classificação) também foi contemplada com um convite e desafiará a suíça Susan Bandecchi (141.ª), segunda pré-designada, noutro duelo marcado para a jornada de terça-feira.
Francisco Cabral na 13ª final ATP da carreira
Ao lado do norte-americano JJ Tracy, Francisco Cabral assegurou presença na 13ª final ATP da carreira, desta feita no ATP 250 de Hangzhou, torneio japonês do qual o número um português de pares é detentor do título, todavia com o austríaco Lucas Miedler por parceiro.
Esta segunda-feira, o portuense de 29 anos, 34º classificado do ranking mundial de pares, e o norte-americano levaram a melhor sobre o neerlandês Jean-Julien Rojer, ex-nº 3 mundial, e norte-americano Theodore Winegar (65º), com os parciais de 6-4 e 7-6 (7/3). Terceira cabeça de série, a dupla luso-americana vai discutir o troféu maior frente aos neerlandeses Sander Arends, 48º da hierarquia da especialidade na qual foi 23º, e David Pel, atual 49º, ex-21º.
Nesta que é a primeira final ATP disputada ao lado de JJ Tracy, terceira de 2026 – ganhou Brisbane com Miedler e foi vice-campeão em Bastad com Theo Arribage -, Francisco Cabral vai discutir o sétimo troféu da carreira no circuito principal.
Portugal recebe a Roménia na Taça Davis em fevereiro
Ao fim de sete eliminatórias disputadas fora de casa, a Seleção Nacional volta a jogar a Taça Davis em casa no próximo ano, uma vez conhecido o sorteio, que determinou o reencontro de Portugal com a congénere da Roménia, a 5-6 ou 6-7 de fevereiro de 2027.
Sexto cabeça de série no play-off do Grupo Mundial I, ao qual foi promovido após a vitória em El Salvador nos dias 19 e 20 últimos, Portugal, 34º no ranking dos países, vai jogar com a Roménia pela quarta vez, sendo que foi visitante em 2021, em Cluj Napoca, no último embate entre as equipas dos dois países, que marcou a estreia de Nuno Borges, atual número um nacional, ao serviço da Seleção Nacional na mais importante competição masculina por equipas. João Sousa, Frederico Ferreira Silva e Gastão Elias foram os demais protagonistas.
A Seleção Nacional tinha sido anfitriã dos romenos em 1995, então nas meias-finais do grupo I da zona Europa/África, com João Cunha e Silva e Emanuel Couto em representação da equipa das Quinas. O primeiro encontro entre Portugal e Roménia aconteceu em 1988 nos quartos de final do então designado Grupo Europa, representado por João Cunha e Silva, Nuno Marques e Marco Seruca. De regresso a casa, depois de ter recebido a Chéquia na Maia, em 2023, a Seleção Nacional procura a primeira vitória sobre a congénere da Roménia, tendo a prerrogativa de anfitriã da escolha do local e do piso em que vai ser disputada a eliminatória.
Além de Portugal-Roménia, as demais eliminatórias do play-off do Grupo I ficaram assim alinhadas: Nova Zelândia-Finlândia, Suécia-Ucrânia, Polónia-República Dominicana, Suíça-Marrocos, Paraguai-Bulgária, Turquia-Tunísia, Bósnia e Herzegovina-Uruguai, Colômbia-México, Bolívia-Lituânia, Eslovénia-Grécia, Luxemburgo-China e Cazaquistão-Líbano.


