Sexta-feira 02 de Outubro de 2026

Portugal com equipa de 11 e repleta de flores com aureola de apuramento abençoado!

Foi lindo de ver um futebol corrido, praticado com cabeça, tronco e membros, onde todos percorriam como que quase todos os cantos do estádio, tentando encontrado soluções para caminha para o fim de uma “saga” que, ainda assim, não terminou.

joao felix fpf

FPF

Foi também gratificante ver e, em especial, sentir que “a sorte protege os audazes” nos momentos de perspetiva de “tremores” que se querem afastados da equipa das Quinas, quando uma formação se une em torno de um objetivo mais coletivo, sem procurar bater recordes a “todo o vapor”, quando o importante é elevar o grupo ao patamar que, realmente, vale!

Desde o primeiro minuto que Portugal tomou conta do jogo, não dando ao aso a exibições animicamente amorfas e, contrariando o favoritismo caseiro, eleva-se no meio-campo do adversário sem medos, jogando de igual para igual, mostrando que sabe jogar futebol, que sabe escolher caminhos, tornear obstáculos e fazer golos (4) que foram uma resposta concreta ao “poderio” luso em casa da Dinamarca.

Subindo no campo, os jogadores portugueses souberam encostar os dinamarqueses ao seu reduto defensivo, pese embora também tivessem de “abrir os olhos” para evitar surpresas, como aconteceu (7’) quando os homens da casa aproveitaram uma avenida “oferecida” por Portugal para os dinamarqueses criarem perigo de golo.

De tal forma que a resposta lusa foi imediata, com descida à área dinamarquesa para provocar “desgraça”, que começou com o remate ao poste (12’) e, logo de seguida (13’) João Cancelo fazer o golo, depois de ser lançado e surgir frente ao guarda-redes para, com subtileza, enviar o esférico para dentro da baliza, num primeiro momento de “pressão máxima”.

Como tem sido hábito (ou é um hábito nacional e até internacional), quando da marcação de um golo, a equipa que o alcança parece “descansar” logo a seguir, como que a saborear o êxito, “esquecendo-se” que o perigo de resposta imediata pode ser fatal.

E até foi o que aconteceu, porquanto a Dinamarca (23’), chegou ao empate, com um golo marcado por Damsgaard, aproveitando outra avenida aberta, pela esquerda, a defesa não cobre convenientemente e a bola, enviada em arco ao segundo poste, foi anichar-se na baliza de um Diogo Costa que, tapado pela defesa, não conseguiu ver, a não ser quando bateu na rede.

Mas, desta vez, os “tugas” foram lestos a responder e (25’), Gonçalo Ramos justificou porque é um ponta de lança altamente produtivo, surgindo – a passe de calcanhar de Bruno Fernandes – na frente do guardião escandinavo e rematando forte, de biqueira, para retornar à vantagem (2-1), num passar de bola que mais parecia numa sala de baile. Também sabemos dançar! Com um onze composto por 11 jogadores afinados quase em uníssono.

A cinco minutos do intervalo Gonçalo Ramos ainda teve o 3-1 nos pés, que só não aconteceu porque o guardião dinamarquês defendeu para canto, do qual nada resultou.

Com uma vantagem de remates (11-7, dos quais 6-3 para a baliza) Portugal justificou a supremacia no final do primeiro tempo, ainda que devesse estar a ganhar.

Na segunda parte, a equipa nacional manteve o estilo e a filosofia de jogo, sempre animados com o apoio dos milhares de portugueses presentes, pese embora se começasse a ver o cansaço nalguns jogadores (de ambas as equipas), como se verificou com Ruben Dias que (53’) não teve “pernas” para impedir Hojland de fugir na sua frente e fazer o golo do empate (2-2), o que podia ser uma péssima profecia.

Depois de chegar ao empare a Dinamarca voltou a pressionar, a formação lusa começou a “enrolar” e Jorge Jesus teve de ser obrigado a mexer nos peões, fazendo as substituições que entendeu poderem resultar na reviravolta do resultado.

E se assim o pensou melhor o fez, fazendo regressar Trincão, Diogo Dalot e João Félix, surgindo (62’) um remate de Gonçalo Ramos a fazer um remate que passou a rasar a barra da baliza adversária.

Sinal de que algo mudaria. Passaram cinco minutos (67’) e Portugal chegou ao 3-2, com um golo de Vitinha (o primeiro a nível da seleção lusa), sinal de que as substituições feitas estavam em consonância com a necessidade de marcar golos, este obtido no seguimento de um lançamento longo de Bruno Fernandes para o segundo poste, onde surgiu Vitinha a cabecear para a baliza

Face ao ritmo elevado a que se jogava, a partir daqui a equipa lusa entrou em fase de consolidação da vantagem, ainda que a Dinamarca não desistisse de tentar o golo, mas Portugal acabou por ser o mais feliz (com justificação) e obter (87’) o quarto golo, por João Félix, no seguimento de um contra-ataque rápido e fulminante, dando seguimento a um passe milimétrico de Diogo Dalot, com o avançado luso a rematar forte e colocado, levando a bola a raspar num defesa e desviá-la para dentro da baliza, tornando infrutífera a ação do guardião da formação dinamarquesa.

Uma noite que há muito tempo não se via. Um estilo de jogo que teimava em não surgir na equipa nacional, pese embora a real valia dos jogadores portugueses, que vinham em perda há muito tempo. Um novo dia nasceu, na Dinamarca, no primeiro de outubro de 2026?

Será bom que sim. Sem ferir suscetibilidades, mas arcando com a responsabilidade de que devem ser os seres humanos a decidirem as causas surgidas em campo e não os que – ainda que com razões substantivas, mas fora do contexto da sociabilidade que deve presidir ao diálogo entre os humanos.

Portugal ganhou e bem. O apuramento para os quartos de final da Liga das Nações é uma realidade num horizonte cada vez mais curto. Domingo, no Estádio do Dragão, poder-se-á fazer a festa desse apuramento. Mas precisa-se obter pontos. Nada de embandeirar em arco. Há que manter a chama viva que renasceu na Dinamarca. Que os jogadores devem ter bem presentes, porque as almas que aquecem e encantam os nossos corações. Os valores da portugalidade continuam intactos.

Afinal, “Viemos para Vencer!”

 

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