Terça-feira 19 de Janeiro de 2021

O mundial e a … Ética

russia2019_fifa_wcO Mundial de Futebol, na Rússia, é o maior evento mundial do futebol, o que concita, como não podia deixar de ser, uma mobilização humana sem precedentes a cada quatro anos.

Uma envolvência que, de uma ou de outra forma, tem provocado acesas discussões que acabam por, de alguma forma e em diversas vezes, tentar denegrir a imagem não só da modalidade como dos agentes que nela colaboram, como foram os casos de corrupção num passado recente.

Nos tempos que correm, outro perigo está na ordem do dia: a manipulação dos resultados no desporto em função dos milhões de apostas que se fazem por todo o mundo, das quais 70% são ilegais, não existindo “remédio” para baixar esta percentagem, pelo menos a curto prazo.

Chegará este assunto ao Mundial da Rússia?

Sabe-se que as apostas ilegais vão manter-se mas não se sabe se esta competição estará livre de uma putativa tentativa de manipulação.

Acredita-se que os desportistas envolvidos, bem como os respectivos “staffs” não sejam “infectados” com este mal.

Ainda por (falta) ética, a selecção de Espanha, adversário de Portugal na primeira jornada do mundial, ficou sem treinador a dois dias do jogo. Impensável? Inacreditável? Bem se pode dizer que sim.

Quando os jogadores precisam de concentração, o seleccionador vê o seu novo clube (Real Madrid) a anunciar a contratação, contrariando todas as regras éticas, o que levou o directivo da Federação Espanhola, como lhe competia, a rescindir o contrato – já na Rússia – mesmo sabendo os riscos que corre ao defrontar Portugal que, como campeão europeu, é encarado como um dos favoritos a este mundial.

Na primeira situação, a prevenção é exigível; na segunda, fica a recomendação para todos os agentes do futebol de que tudo tem limites e que a ética não pode ser desvirtuada seja pelo que for!

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