Quinta-feira 23 de Janeiro de 3919

Sporting de “vento em popa” travou um espevitado Sporting de Braga

O Sporting entrou em 2021 de “vento em popa”, tal como saiu de 2020 por cima, ainda que “voando” mais baixinho, mas confirmando neste sábado, frente ao homónimo de Braga (2-0), que cada vez está mais apto a poder continuar a sonhar com a Liga NOS.

Pedro Zenk / Sporting

Pedro Zenk / Sporting

Numa partida em que foram os bracarenses que mais fizeram por chegar, mais depressa, ao golo e a uma tranquilidade que pretendiam ter, face à irreverência demonstrada desde os primeiros minutos do jogo.

Isto porque foi Musrati – quase no final do primeiro tempo – que fez um remate tão potente que levou a bola à base do segundo poste, que ressaltou para passar a rasar o primeiro poste (em relação ao sentido da jogada, neste caso pela esquerda do ataque bracarense) que podia ter um golo que seria monumental, tal a distância a que foi feito o remate para a baliza.

Antes disso, foi o Sporting de Braga a comandar as “tropas” em movimento, pese embora os leões também tivessem mostrado os seus “laivos” de líder da classificação ainda que com menor “força”.

Registe-se que o Braga fez 12 remates (dos quais apenas três para a baliza) contra apenas 6 (com quatro para a baliza) do Sporting, sendo que foram os bracarenses que lideraram ainda na posse de bola (53/47%), o que confirmou a forma com os homens do Minho se apresentaram num Estádio José de Alvalade.

Num cruzamento (19’) Posso fez um cruzamento para a área bracarense e Nuno Santos bem se esforçou para chegar à bola mas não conseguiu, tendo Ricardo Horta (20’) rematado forte e fora da área para Adán defender, o mesmo sucedendo (32’) com nova grande defesa de Adán negando o golo a Ricardo Horta, tendo ainda Ricardo Horta (36’) atirado ao lado da baliza e Musrati (40’) rematou ao poste, como se referiu.

Seis minutos depois (45+1’, já em descontos), a bola entrou na baliza de Adán, depois de uma excelente desmarcação de Paulinho (que se fala será um novo reforço do Sporting a curto prazo) que voou para a bola e introduziu-a na baliza, com os bracarenses a saudar ainda que como a “medo”.

Confirmou-se nos minutos seguintes (através do VAR) que Paulinho estava 14 centímetros à frente do último defesa do Sporting, pelo que o golo não foi validado, o que foi um novo “fôlego” para a nervosa equipa de Rúben Amorim.

No segundo tempo, o Sporting “renovou-se”, pelo menos espiritualmente, e entrou de rompante, primeiro com Porro a rematar directamente para a baliza para Matheus defender, ainda que à segunda vez para, dois minutos depois, chegar ao 1-0, com um golo obtido por Pedro Gonçalves (o melhor marcador da competição, agora com 11 golos)), dando o melhor seguimento a um cruzamento de Nuno Mendes.

Logo depois (57’) Rúben Amorim fez entrar Tabata e Sporar para os lugares de Nuno Santos e Tiago Tomás para dar uma maior dinâmica na equipa.

Ainda assim, Adán foi obrigado (63’) a uma grande defesa para segurar a bola rematada por Ricardo Horta, que recebeu a bola de Esgaio, no que se seguiu, em resposta, o segundo golo (78’) do Sporting, depois de Sporar fugir pelo corredor esquerdo, entrar pela grande área e rematar para o guardião defender para a frente da baliza, onde surgiu Matheus Nunes a fazer a recarga para o 2-0 final, numa vitória merecida ainda que com algum “sofrimento” à mistura.

Com este triunfo, o Sporting deixou o Sporting de Braga a oito pontos, havendo que aguardar pelos jogos marcados para este domingo, em que o Benfica vai jogar (18h) a Ponta Delgada (Açores) frente ao Santa Clara, enquanto o F. C. Porto recebe (21h) o Moreirense, para ver como ficam as outras diferenças “pontuais”.

A segunda parte desta 12ª ronda cumpre-se este domingo, com as partidas Tondela-Famalicão (13h), Marítimo-Boavista (15h) e Paços de Ferreira-Rio Ave (19h). O Guimarães-Nacional foi adiado para o dia 21 deste mês de Janeiro.

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