Henrique Rocha deixou o Chile como vice-campeão do ATP Challenger 75 de Santiago, naquela que foi a quinzena mais bem-sucedida da ainda jovem carreira do tenista de português de 21 anos.
Depois da dobradinha na capital brasileira no passado domingo, Henrique Rocha manteve a toada vitoriosa nos singulares ao longo desta semana até encontrar do outro lado da rede o argentino Genaro Alberto Olivieri, 226º mundial, ex-131º, a quem o aguerrido portuense, 169º da hierarquia, ganhou em Bratislava, em 2024, e perdeu o ano passado em Sevilha.
Conhecedores dos pontos fortes e fracos um do outro, esta foi uma partida onde as emoções estiveram ao rubro. Seja porque Henrique entrou a ceder o serviço e recuperou a desvantagem, ou porque salvou um match point antes de fazer o break ao tenista das Pampas, de 27 anos, no segundo set.
Em euforia, o público chileno aplaudiu pela garantia de ainda ter mais ténis para ver, e o jogador que integra a equipa do Centro de Alto Rendimento da Federação de Ténis apelou ao apoio vindo das bancadas, erguendo os braços, como quem pede mais. Esse suporte não foi negado. No entanto, na oportunidade seguinte que teve de servir rumo ao título, Olivieri não vacilou e, ao fim de 1h51 horas, selou o duplo 6-4 do sucesso.
O talento de Henrique Rocha, que selou seis de 12 breakpoints e converteu quatro de sete, não deixou ninguém indiferente. Nesta sexta final challenger da carreira, o portuense registou 21 winners – mais quatro do que o campeão -, mas também mais cinco erros não forçados (31).
Sem o quarto título challenger no currículo com um visto, Henrique Rocha deixa o Chile com a garantia de um salto no ranking de mais de 30 lugares – surgirá numa posição a rondar a 130ª – e com outro challenger na Ámerica Sul pela frente: em Asuncion, no Paraguai, onde já se encontra Jaime Faria.
