Sexta-feira 17 de Setembro de 2021

Ana Catarina Monteiro a melhor portuguesa de sempre na natação portuguesa nos Jogos Olímpicos

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Ana Catarina Monteiro é o nome da melhor portuguesa de sempre na Natação em Jogos Olímpicos, depois de ter alcançado, esta quarta-feira, o 11º lugar nos 200 metros (mariposa), registo que entrou para a história do desporto português.

Mas neste dia também esteve em plano superior ao que é a história portuguesa na competição Equestre, com Rodrigo Torres a conseguir a melhor nota na final individual de Dressage, montando o “Fogoso” – puro português – ao conseguir 78.943% – 74.143% de nota técnica e 83.743% de nota artística, que redundou num esplêndido 16º lugar da geral.

No Andebol, Portugal esteve a poucos segundos de poder derrotar a Suécia – perdendo por um tangencial 29-28 – depois de Miguel Martins não ter conseguido furar o bloco defensivo sueco quando da marcação, nos minutos finais, de dois livres de nove metros.

Ao intervalo registava-se um empate a 14 golos e, na segunda parte, Portugal teve uma vantagem de dois golos (18-16), mas os suecos nivelaram o jogo 20-20, tendo ganho um ascendente que os levou a ter quatro golos de diferença (25-29). Nessa altura, a Equipa Portugal reagiu e marcou três golos sem resposta, mas já não a tempo de conseguir pontuar.

O seleccionador nacional, Paulo Jorge Pereira, justificou-se afirmando que “justifica-se facilmente. Perdemos por um golo com o vice-campeão mundial, mas estamos a jogar melhor a cada jogo e agora vamos jogar com o campeão do Mundo, a Dinamarca. Estamos aqui para lutar. A atitude é igual.”

Portugal está no 4.º lugar do grupo B, com 2 pontos, em lugar de apuramento para a fase a eliminar. Lidera a Dinamarca com 6 pontos, segue-se a Suécia também com 6, depois está o Egipto com 2. Nos últimos dois lugares (5.º e 6.º) estão Bahrain e Japão.

O próximo jogo é na sexta-feira frente ao campeão mundial, a Dinamarca, mas bastará a Portugal ganhar apenas um jogo dos dois que faltam nesta fase de grupos.

No Ciclismo, João Almeida foi o 16.º classificado no contra-relógio individual e Nelson Oliveira terminou na 21ª posição.

Foi medalha de ouro o esloveno Primoz Roglic, que levou 55.04,19 a percorrer os 44,2 km desenhados no Fuji International Speedway, tendo João Almeida gasto mais 3.29,78 e Nelson Oliveira 3.55,03.

Nos pontos intermédios da prova, a classificação de João Almeida variou entre o 21.º lugar e o 16.º final. Já a classificação de Nelson Oliveira oscilou entre a 23.ª posição e a

20.ª, para se fixar na 21.ª à chegada.

João Almeida salientou que “foi muito duro, mas talvez tenha começado um bocado forte de mais.

Pessoalmente, acho que não estive no meu melhor, mas estou feliz, satisfeito, é o que interessa.”

Nelson Oliveira, por seu lado, adiantou que “não foi aquilo que esperava depois de tanto sacrifício nos últimos tempos. Deixei muita coisa para trás, muito tempo sem a família. É o que custa mais. É um sonho estar nos Jogos e sinto-me grato, agradeço a toda a comitiva. As coisas nem sempre saem como queremos. No ciclismo, há vitórias e derrotas, temos de saber lidar com elas e ir para a frente.” Terminaram 38 ciclistas.

Na Equestre, Rodrigo Torres, depois do 16º lugar e das melhores pontuações de sempre alcançadas, salientou que “estou sem palavras” resumindo a sua participação na final individual de Dressage, onde conseguiu a sua melhor nota em competições: 78.943% – 74.143% de nota técnica e 83.743% de nota artística. A montar o cavalo “Fogoso”, a dupla da Equipa Portugal obteve o 16º lugar da geral.

No final da competição, Rodrigo Torres estava orgulhoso do seu trabalho e da evolução do cavalo, tendo afirmado que “o Fogoso está a superar-se e a mostrar que é muito mais do que podíamos imaginar. Ainda é novo, mas está no maior palco do desporto mundial e a superar-se assim e bater recordes é realmente impressionante”. A nível pessoal, a estreia em competições Olímpicas também fica marcada pela positiva: “É impressionante estar aqui e superar tudo aquilo que eu imaginava.”

No Judo, Bárbara Timo terminou a sua participação na prova de -70kg na segunda ronda, onde encontrou a campeã do Mundo, a croata Barbara Matic. Terminou os Jogos Olímpicos entre as 9ªs classificadas.

Bárbara Timo, 15.ª do ranking mundial, tinha entrado bem e com uma vitória na ronda inaugural frente à jamaicana Ebony Drysdale Daley. Ditou o sorteio que na ronda seguinte tivesse de medir forças com a campeã do mundo em título, tendo perdido por ippon ao fim de três minutos de combate.

Na Natação, Ana Catarina Monteiro foi 11.ª classificada nas meias-finais dos 200m mariposa, com o tempo de 2.09,82, o seu melhor registo da época. Com este resultado, a nadadora da Equipa Portugal ficou fora da final olímpica em Tóquio 2020, tendo o último acesso sido conseguido pela britânica Alys Thomas, em 2.09,07. O recorde nacional, que pertence a Ana Catarina Monteiro, é de 2.08,03.

Mas esta é a uma classificação histórica, a melhor de sempre de uma nadadora portuguesa em Jogos Olímpicos. “Fui 11.ª nuns Jogos Olímpicos, a mais de um segundo

e meio do meu melhor tempo, e isso mostra o nível de exigência dos mínimos e dos 200 metros mariposa. Claro que chegar à final era um sonho e ficou aqui mesmo ao lado, mas só posso estar orgulhosa do que fiz. Depois de chegar a este patamar, o objectivo não é andar para trás. Eu sou do tipo de pessoas que quer sempre mais.”

Francisco Santos, nos 200m costas, e Alexis Santos e Gabriel Lopes, ambos nos 200m

estilos, classificaram-se, respectivamente, nos 22.º, 28.º e 21.º lugares das eliminatórias, ficando fora das meias-finais.

Francisco Santos, que já participara nos 100m costas, fez o tempo de 1.58,58, tendo a qualificação fechado nos 1.57,85, abaixo do seu recorde nacional de 1.57,06.

Nos 200m estilos, Gabriel Lopes nadou a distância em 1.58,56 – o seu novo recorde pessoal -, com a qualificação a fechar nos 1.58,15. Alexis Santos, o recordista nacional com 1.58,19, no Tokyo Aquatics Centre fez 1.59,32.

Como registo fica o facto de os tempos de Francisco Santos (200m costas) e Gabriel Lopes (200m estilos) terem sido os melhores realizados por nadadores portugueses em Jogos Olímpicos.

No Tiro com Armas de Caça, na prova de Trap, João Paulo Azevedo ocupa o 17º lugar, com um total de 72 pontos.

Na primeira ronda, o português partiu 23 pratos no total de 25, mas na segunda ronda conseguiu o pleno – 25/25. A fechar o primeiro dia de qualificações, João Paulo Azevedo apenas falhou um prato, acertando nos restantes 24. A liderança pertence a Abdulrahman Al Faihan (Kuwait) com 74 pontos.

Esta quinta-feira cumprem-se as duas rondas finais da qualificação. Os seis melhores classificados avançam para a final.

Na Vela, os irmãos Diogo e Pedro Costa, actuais vice-campeões do Mundo da classe 470, estrearam-se nos Jogos Olímpicos com um 13º lugar na primeira regata da competição, em Enoshima.

Os velejadores da Equipa Portugal melhoraram depois na 2ª regata, sendo 10ºs. Na classificação geral, Diogo e Pedro Costa estão no 12.º lugar, com 23 pontos. Lideram os australianos Mathew Belcher e Will Ryan, com sete pontos.

Jorge Lima e José Costa levaram a embarcação 49er da Equipa Portugal a subir dois lugares, para a 9.ª posição. Depois de um primeiro dia de regata única, devido à falta de vento, a frota cumpriu três regatas, com o 49er português a ser sucessivamente 6º, 9º e 6º classificado. Com o 11º lugar do dia anterior para descartar, Jorge Lima e José Costa somam 21 pontos “net”. Lidera a dupla britânica Dylan Fletcher-Stuart Bithell, com 7 pontos “net”.

COP-Toquio-Calendário-28-07-2021O calendário de provas para esta quinta-feira apresenta-se no mapa também aqui publicado.

Boa sorte #Equipa Portugal

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