Quarta-feira 30 de Junho de 1266

Cancelo e Gonçalo Guedes os heróis que em cinco minutos “chumbaram” a República Checa

Port vs Chequia_Fernando_1001Foram precisos apenas cinco minutos para que Portugal colocasse a República Checa em “transe”, isto é, com dois golos de desvantagem (38’ da primeira parte), o que originou a respectiva derrota, para gaudio dos 44.100 espectadores que estiveram presentes no Estádio José de Alvalade, fora os milhões que viram pela RTP1.

Com uma defesa alta, logo a partir do meio campo, os checos começaram a criar grandes dificuldades à formação comandada por Fernando Santos – que tinha referido na véspera que era preciso “paciência, porque é a chave do sucesso” – tendo até oportunidade de se aproximar demais da baliza à guarda de Diogo Costa.

O primeiro remate à baliza, por parte de Portugal, acontecer cerca dos dez minutos, quando Ruben Neves rematou forte, mas a bola saiu ao lado e, cinco minutos depois, foi William Carvalho, a dar seguimento a um livre marcado por Raphael Guerreiro, que levou o médio luso a rematar forte mas com a bola a bater no corpo de Mateju, seguindo para canto, do que nada resultou.

No seguimento de um cruzamento feito por Rúben Neves (18’) a bola chegou a Pepe que não levou a melhor sobre o guardião Stanek, saindo a bola pela linha final, respondendo os checos com um contra-ataque, mas a bola saiu por cima da trave.

Na sequência, numa altura em que o jogo esteve mais vivo, Cristiano Reinaldo teve oportunidade de se isolar e, dentro da grande área, rematou fraco e à figura do guardião checo. Gonçalo Guedes voltou a ter oportunidade para tentar o golo (29’) mas falhou o remate, tendo o jogador checo Kutcha obrigado a (31’) Diogo Costa a uma grande defesa.

Port vs Chequia_Fernando_1002Face à pressão que Portugal desenvolvia, foi com naturalidade que (33’) Portugal se colocou na dianteira do marcador. Fazendo tabelinha com Bernardo Silva, Cancelo foi apanhar a bola um pouco mais à frente, acelerou e entrou como um foguete na pequena área da baliza checa e fez um remate forte e directo, que o guardião checo não conseguiu desviar a bola, entrando na sua baliza como um tiro de canhão da ”pesada”, fazendo o 1-0.

Parecia que a “paciência” de Fernando Santos estava a acabar, porquanto, com Portugal a “explodir de alegria”, os checos abriram o campo e Portugal conseguiu germinar um 2-0 (38’) através de um excelente golo alcançado por Gonçalo Guedes, depois de ter recebido a bola de Bernardo Silva, rematar, cruzado, à meia volta e levar a bola a entrar pelo canto mais longe, o que não é muito normal.

Com o intervalo a chegar pouco depois, os 2-0 corresponderam à supremacia lusa no período.

No segundo tempo foi Portugal que entrou a pressionar alto, mas os checos estiveram à beira de marcar, tendo sido salvo pelo “fora de jogo” assinalado ao atacante checo em presença.

Entretanto, para tentar dar a volta ao resultado, a formação checa fez três substituições para este segundo tempo, o que também esteve na origem do melhor arranque nesta parte inicial da segunda parte, ainda que sem resultados positivos, porquanto o marcador se mantinha a favor de Portugal.

Num rápido contra-ataque (60’), os checos ganharam vantagem numérica (3-2) sobre a defesa lusa, que se “esqueceu” de recuperar, mas Jurecka, apertado, rematou ao lado.

Depois de um cruzamento (61’) de Gonçalo Guedes para Ronaldo, a defesa atravessa-se no caminho da bola mas não a controlou, acabando nos pés de Diogo Jota, que atirou à figura do guarda-redes.

Num novo cruzamento (66’), desta vez feito por Diogo Jota, Bernardo Silva não conseguiu chegar à bola, que seguiu para Gonçalo Guedes rematar, tendo o defesa Sadilek cortado a bola, num lance que deixou algumas dúvidas e que levou o público a assobiar, pedindo grande penalidade, que o árbitro Matej Jug (Eslovénia) a não considerar.

Port vs Chequia_Fernando_1003Chegou a vez de Portugal começar a fazer substituições, numa altura em que os movimentos começaram a ser mais lentos por parte das duas equipas, se bem que Ronaldo (71’) fugiu pela esquerda, rematou ao segundo poste mas o guardião Stanek esticou-se muito bem e conseguiu segurar a bola.

Numa situação de perda de bola por parte de Ruben Neves (86’), Vikanova recuperou a bola mas rematou para a malha lateral da baliza.

Daí e até final, apenas o registo de mais substituições na equipa portuguesa e o jogo terminou com o 2-0 favorável à formação lusa, que se isolou no topo da classificação do grupo 2, com 7 pontos, seguido da Espanha (venceu a Suíça por 1-0), com 5, República Checa (4) e Suíça (0).

Para concluir esta primeira parte dos jogos, Portugal desloca-se à Suíça no próximo domingo, enquanto a Espanha recebe a República Checa.

Port vs Chequia_Fernando_1000Cancelo, Bernardo Silva e Danilo estiveram no plano mais elevado, mas Guerreiro Gonçalo Guedes seguiram-se, numa equipa que tem estado bem mecanizada.

Depois segue-se o intervalo até 24 de Setembro, quando se inicia a fase final dos grupos.

De salientar que Fernando Santos, completou 100 jogos ao comando da selecção nacional, pelo que foi homenageado com um troféu atribuído pela Federação Portuguesa de Futebol.

As equipas alinharam do seguinte modo:

Portugal: Diogo Costa; João Cancelo, Pepe, Danilo e Raphael Guerreiro; Gonçalo Guedes (João Palhinha, 88’), William Carvalho (Bruno Fernandes, 68’) e Rúben Neves (João Moutinho, 88’); Ronaldo; Diogo Jota (Rafael Leão, 81’) e Bernardo Silva (Vitinha, 68’).

R. Checa: Stanek; Zima, Brabec e Mateju (Krai, 80’); Coufal, Soucek; Dadilek e Havel (Jemelka, 46’); Lingr (Pesek, 46’), Kutcha (Jurecka, 46’) e Hlozek (Vikanova, 73’).

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