Domingo 16 de Junho de 1647

Portugal rolou a meio gás ante um Liechtenstein muito inferior, que foi goleado!

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Fernando Correia / CN

Pouca parra, pouca uva, ainda menos sumo e Portugal aproveitou para golear (4-0) o Liechtenstein, numa partida em que a formação lusa dominou em todos os quadrantes, abriu a vantagem aos oito minutos e controlou tudo ao ponto de Rui Patrício quase ter estado de férias.

Ante uma equipa remetida à defesa, para perder por menos, a formação ora comandada pelo espanhol Roberto Martinez como que geriu “à larga” toda a quadra de jogo, marcando quando fosse necessário (e permitido) pelo adversário.

Com uma pressão inicial forte, a formação lusa entrou em campo para resolver cedo o jogo, para assim poder “descansar” para o segundo jogo desta fase de grupos, marcado para domingo (Luxemburgo), depois deste primeiro teste que foi fácil de mais, porquanto (8’) Cancelo cuidou de obter o primeiro golo, ainda que de tabela com um defesa do Liechtenstein, que o guardião

Buchel não conseguiu segurar.

Antes (2’), Ronaldo conseguiu seguir até à linha final da área dos visitantes e centrar para o miolo da grande área, não tendo surgido ninguém para rematar, apesar do domínio tido, que chegou aos 71/29% de posse de bola no final do tempo regulamentar, período em que Portugal fez 24-2 remates, dos quais 11-1 para a baliza, sinónimo de supremacia absoluta.

Com uma mudança de táctica implementada por Martinez, que passou do 4x3x3 para o 3x4x3, a formação apenas assimilou uma pequena parte, que não foi suficiente para ser tão claro como se pretendia.

No segundo tempo, a história do jogo também é a da marcação dos três golos, com Bernardo Silva (47’) e Ronaldo (51’, de grande penalidade, e 63’), aumentaram para um 4-0 robusto, mas aquém das oportunidades criadas, situação que deve ser corrigida quando a máquina estiver mais oleada.

Num recomeço também veloz, Bernardo Silva correu pela direita, endossou a bola a Bruno Fernandes que, num ápice, a colocou no centro da grande área, onde surgiu Bernardo Silva para rematar rasteiro, colocado e fazer o 2-0, porquanto o guardião Buchel não viu a bola partir e, por isso, nem se fez à bola.

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Fernando Correia / CN

Com o sempre irreverente Cancelo a criar perigo pela direita, esguiou-se até à linha final quando foi derrubado por um defesa, tendo o árbitro norueguês (Espen Eskas, que se estreou a dirigir um jogo de Portugal) assinalado a competente grande penalidade.

Chamado à cobrança, Ronaldo teve a primeira oportunidade de ouro para reforçar a liderança mundial de golos (119), depois de ter alcançado a 197ª internacionalização, aqui passando a ser o melhor mundial, ultrapassando Bader Al-Mutawa (Kuwait), com quem dividia o primeiro lugar, jogador que se ficou pelos 196 jogos, ao mesmo tempo que fez o 3-0 no Estádio José Alvalade.

Um livre (62’) assinalado dentro da meia lua, na zona mais perto da linha da grande área, deu oportunidade para Ronaldo voltar a brilhar, fazendo o 4-0 com um potente remate que levou a bola a passar por cima da barreira (que não se mexeu) a caminho do ângulo superior direito da baliza de Buchel.

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Fernando Correia / CN

Com o jogo a rolar favoravelmente, sem hipóteses de o Liechtenstein poder recuperar fosse o que fosse, como se viu, Roberto Martinez começou a mexer na equipa, aproveitando para fazer descansar cinco dos jogadores que iniciaram o encontro (João Félix e Danilo – 67’ – com entrada de Rafael Leão e Ruben Neves; depois Ronaldo e Bernardo Silva – 78’ – entrando Gonçalo Ramos e Vitinha; finalizando com a entrada de João Mário – 90’ – para o lugar de Bruno Fernandes), que ainda tiveram tempo de confirmar que estão em boas condições físicas.

O mais importante foi conquistado (três pontos) e que venha a segunda ronda.

Uma partida que levou 45.378 espectadores ao Estádio José Alvalade.

Nos outros jogos do grupo de Portugal (J), a Bósnia e Herzegovina derrotou (3-0) a Islândia e a Eslováquia e Luxemburgo empataram a zero.

Nesta sexta-feira, os jogos a realizar são os seguintes:

Grupo B: França – Países Baixos e Gibraltar – Grécia

Grupo E: Chéquia e Polónia e República da Moldávia-Ilhas Faroé

Grupo F: Áustria-Azerbaijão e Suécia-Bélgica

Grupo G: Bulgária-Montenegro (17h00) e Sérvia – Lituânia

Neste sábado (dia 25):

Grupo A: Escócia – Chipre (14h00), Espanha – Noruega

Grupo D: Arménia – Turquia (17h00), Croácia – País de Gales

Grupo I: Bielorrússia – Suíça (17h00), Andorra – Roménia, Israel – Kosovo (17h00)

A ronda número dois também está definida e os jogos são (no domingo):

Grupo C: Inglaterra – Ucrânia (17h00), Malta – Itália

Grupo H: Cazaquistão – Dinamarca (14h00), Eslovénia – San Marino (17h00), Irlanda do Norte – Finlândia

Grupo J: Liechtenstein – Islândia (17h00), Luxemburgo – Portugal, Eslováquia – Bósnia e Herzegovina

Segunda-feira, 27 de Março de 2023

Grupo B: Países Baixos – Gibraltar, República da Irlanda – França

Grupo E: República da Moldávia – Chéquia, Polónia – Albânia

Grupo F: Áustria – Estónia, Suécia – Azerbaijão

Grupo G: Hungria – Bulgária, Montenegro – Sérvia

Terça-feira, 28 de Março de 2023

Grupo A: Geórgia – Noruega (17h00), Escócia – Espanha

Grupo D: Turquia – Croácia, País de Gales – Letónia

Grupo I: Kosovo – Andorra, Roménia – Bielorrússia, Suíça – Israel

 

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