Com dois golos alcançados na parte final do primeiro tempo, da autoria de Geny Catamo – que fez ainda o segundo, cinco minutos depois – os leões acabaram por não terem tido dificuldades de maior para se sobrepor, mesmo sem jogar por aí além, apesar da boa luta que o Casa Pia entendeu demonstrar, “empatando” os leões até onde puderam.
A ausência da “maturidade” referida aconteceu por causa dos dois primeiros golos leoninos, porquanto foram uma “fotocópia” quase perfeita, com Geny Catamo a lançar-se por aí fora, da defesa da sua equipa até à grande área do adversário, que não conseguiu travar o médio do clube de Alvalade, que (38’) entrou pela direita na zona vermelha e rematou de pronto, tendo a bola batido ainda num defesa casapiano e traído o guardião Patrick Sequeira, no que poderia ter sido um golo atribuído a quem fez o desvio da bola.
No segundo (43’) – apenas cinco minutos depois, numa fase em que os leões começaram a rebobinar e a recompor a estratégia quiçá a treinada – Catamo também foi sempre subindo, sem ser batido, entrou na grande área e rematou forte para fazer, ante a apatia dos casapianos, o 2-0, pese embora a maior posse de bola do Sporting e até de remates (9-4, dos quais 2-0 para a baliza, que deram dois golos) ainda que nos cantos a vantagem foi dos visitantes (5-3).
Com dois golos de atraso, o espirito de “alinhamento” casapiano não esteve tanto presente, o que permitiu aos leões acumular vantagens, ainda que não totalmente aproveitadas pelos leões, porquanto o 3-0 só chegou (78’) com um golo de Daniel Bragança (“ressuscitado” onze meses depois de ter jogado (por leão prolongada) pela última vez pelos leões, que aproveitou da melhor forma (78’) uma desatenção da linha média, tendo a bola sido servida em “bandeja” para apenas rematar, com a bola a entrar por debaixo das pernas do guardião do Casa Pia.
Com o triunfo assegurado e pelo excelente 3-0 confirmado, o triunfo também estava assegurado, que foi aplaudido pelos 34.965 espetadores presentes nas bancadas.
De recordar que, como já se percebeu que é uma estratégia pessoal, Luis Suàrez não levou, desta vez, a melhor sobre o árbitro (David Silva) do encontro efetuado no Estádio José de Alvalade, que esteve bem quando o colombiano, aproveitando um pequeno atrapalho da defesa, se mandou nitidamente para o chão, provocando e simulando a marcação de uma grande penalidade.
O que não o fez, porque o parecer do VAR, entretanto chamado a coação, partilhou que Suàrez não sofreu qualquer falta e devia ter sido amarelado.
Daí e até final, o resultado estava feito, pelo que foi cumprindo o horário, prolongado por mais alguns minutos, que não mancharam a vitória, justa, dos leões de Alvalade, no que também foi melhorado pelo regresso à competição de Daniel Bragança, que esteve parado onze meses devido a problemas físicos, registando-se a mostragem de um cartão vermelho ao casapiano Cláudio Mendes (90’).
Tónico que, sendo bom, deve chegar alguns pontos mais acima no jogo da próxima semana, a contar para a Liga dos Campeões, que está na fase derradeira do apuramento (direto) para os oitavos de final ou para os play-offs, onde terão de efetuar mais alguns jogos a eliminar.
O Sporting-Casa Pia abriu a 18ª jornada, primeira da segunda volta, que, neste sábado, terá mais quatro jogos, a saber: Gil Vicente-Nacional (15h30), Alverca-Moreirense e AVS-SAD-Arouca (ambos pelas 18h), fechando com o Rio Ave-Benfica (20h30).




