Volvidos 101 anos desde a fundação da então Federação Portuguesa de Lawn-Tennis, a 16 de março de 1925, a celebração do 101º aniversário reuniu a família do ténis, no Jamor, para o lançamento do livro “100 anos”, da autoria de João Paulino.
Esta “viagem às origens do ténis”, como descreveu João Paulo Santos, presidente da Federação Portuguesa de Ténis, deixou muitos dos presentes a desfolharem páginas e páginas de história, mas também a deliciarem-se com os relatos informais da mesa-redonda que marcou a efeméride.
Com fotografias dos tempos em que acompanhou a Seleção Nacional masculina da Taça Davis, José Santos Costa, atualmente responsável das relações internacionais da FPT e diretor dos principais torneios internacionais promovidos pelo organismo, aflorou trechos que tem mais de quatro décadas de dedicação à FPT e toda uma vida de entrega à modalidade.
O presente de Tânia Couto é como comentadora na SportTV, mas do passado da antiga tenista rezou a história ao serviço Seleção Nacional feminina que discutiu a qualificação na então Taça Federação, agora conhecida como Billie Jean King Cup by Gainbridge.
Os pensos rápidos oferecidos por Steffi Graf, o estar lado a lado com lendas como Gabriela Sabatini, Zina Garrison, Arantxa Sanchez ou Conchita Martinez levaram a antiga internacional a recuar no tempo, mas com atualidade no orgulho de representar Portugal.
E foi esse sentimento que levou Rui Machado, outro dos elementos da tertúlia, a escolher o troféu que a Federação Internacional de Ténis atribui a quem jogou, pelo menos, 20 eliminatórias da Taça Davis. O agora Diretor Técnico Nacional e capitão da Seleção Nacional disputou 28 e o reluzente artefacto prateado por ele escolhido foi o símbolo do orgulho patriótico que continua a imprimir nas palavras quando viaja pelas memórias.
Antigos jogadores, treinadores e dirigentes do ténis e outras modalidades foram testemunhas da celebração, na qual Pedro Dias, secretário de Estado do Desporto, lembrou que “não existe presente sólido nem futuro ambicioso sem memória”, enquanto salvaguardou que a obra apresentada, é “essencial para compreender o valor das conquistas” do ténis nacional e “cumpre o papel de preservar a memória coletiva”.
Na celebração dos 101 anos de existência da FPT falou-se de passado, é certo, mas também se perspetiva o futuro. Para que, dentro de um século, não faltem histórias para contar.

