Criando três entradas para golo na primeira hora do jogo, o Famalicão foi demonstrando ao FC Porto que devia estar a atento – quiçá preocupado também – que a “festa adiantada” podia não ser bem-vinda para todo o futebol português, em especial para os portistas.
Comparando com a derrota (1-0) no encontro com o Sporting, na primeira volta, onde os famalicenses tudo fizeram para tentar evitar que o triunfo leonino fosse uma realidade, preenchendo por completo o relvado, o Dragão, na sua própria casa, não teve “arte nem manha” para dar a volta ao Famalicão, deixando cair a frase “Há um cheiro de prazer e confiança” no balneário, que há muito vem sendo o lema portista para se manter no primeiro lugar da competição maior do futebol português.
Só que a falta de humildade, como é trivial, depressa vem ao de cima e, na primeira curva, um empate surgiu para, de uma só vez, perder dois pontos para os rivais Sporting e Benfica, ainda que os leões tenham menos um jogo, tornando as variáveis em invariáveis e vice-versa, atrasando o que se poderá passar nas últimas sete jornadas da Liga Betclic da presente época de 2025/2026.
Como cada jogo é um jogo, que em cada um se podem cruzar vários fatores a favor e contra. A matemática só pode ser usada no final, porque aí se farão as contas certas. Pelo menos para quem as tem!
Neste sábado, o FC Porto teve tudo, ou quase, contra si, mas conseguiu chegar ao 2-1 aos 90+1’ mas o Famalicão não adormeceu e (90+9’) fez o 2-2 e as coisas pioraram um pouco.
Não se percebe, com esta distância, que um técnico, depois de se colocar na dianteira, desatou a fazer um “sprint” vigoroso e rápido para dentro do terreno do jogo para vitoriar os seus jogadores, em especial porque ainda faltavam dez minutos para a partida terminar e o FC Porto não seria campeão à 28ª jornada (das 34 que compete fazer).
Por certo havia razões para comemorar. Mas eram extemporâneas.
Pior, de alguma forma, se se disser que o FC Porto passou, por tês vezes na primeira meia hora de jogo, ter tido a felicidade de não sofrer outros tantos golos (três oportunidades desperdiçadas), ainda que com a ajuda soberba de Diogo Costa que defendeu tudo, acabando por ser o primeiro a marcar (35’) por Alberto Costa, no seguimento de uma jogada em que se pediu grande penalidade contra os portistas, mas que nem o árbitro nem o VAR atuou em conformidade, para validar a situação.
Ainda se estava a “aquecer” e o Famalicão acercou-se (3’) da área portista para seguir para a baliza e poder marcar, mas Diogo Costa evitou o golo, seguindo-se outra tentativa (25’) quando o Famalicão fez o mesmo, com o mesmo resultado e, ainda, uma terceira (29’) com Gustavo Sá a rematar para Diogo Costa se vangloriar de ser um guarda-redes de eleição.
No final desta primeira investida forasteira, o FC Porto abriu o marcador (35’) com um golo obtido por Alberto Costa, dando seguimento a uma assistência de Moffi, pese embora Gustavo Sá tenha voltado (42’) a importunar o guardião Diogo Costa, que evitou, desviando para canto, um possível golo do Famalicão.
Aos 45+2’ surgiu mais um caso (que pode ser lastro para mais uma semana de comentários desfavoráveis para a arbitragem do futebol) que envolve Zaidu e Gustavo Sá, quando este se esgueirou para seguir para a baliza e foi impedido de prosseguir por ação de um adversário e quer o árbitro quer o VAR não atuaram.
No final deste primeiro tempo, o Famalicão seguia no comando geral de operações, com 52/48% de posse de bola, complementado cm 6-4 em remates, dos quais 3-2 para a baliza.
Na segunda parte, não ouve grandes alterações nos vários conceitos do jogo e por cada equipa, ainda que os portistas tivessem entrado com maior pujança física.
Nove minutos volvidos após o reinício do jogo, Sorriso abriu o marcador oficial para o Famalicão, empatando a 1-1 (54’), tendo aproveitado uma perda de bola por Froholdt e rematado dentro da área sem apelo nem agravo.
O jogo começou a “amolecer” e assim durou até aos 90+1’ (na compensação dos oito minutos que o árbitro deu), quando Fofana, qual gigante no meio da “guerra”, levou tudo à frente e fez o 2-1 para o FC Porto, pensando-se que o Famalicão não teria grandes hipóteses de melhorar a prestação, que estava a ser muito boa e positiva.
Puro engano! Puxando pela réstia da esperança e da força de querer, Rodrigo Pinheiro foi o herói que renasceu e (90+9’) introduziu a bola na baliza à guarda de Digo Costa, através de uma jogada incisiva e positiva, que deu no empate final (2-2), resultado que se aceita, mas lisonjeiro, porquanto os melhores foram os jogadores minhotos.
Em ternos de remates, o Famalicão manteve a vantagem (8-6), dos quais 5-4 para a baliza, numa posse de bola portista (53/47%) que resultou de uma ligeira subida nos últimos minutos, mas sem fazer mossa maior.
Nos outros jogos deste sábado, o Nacional recebeu e venceu (2-0) o Estrela Amadora, com golos marcados por Ramirez (2’) e Boia (71’); o Sporting de Braga foi ganhar ao Moreirense (1-0) com um golo de Fran Navarro (24’); e o Rio Ave perdeu em casa (1-2) ante o Alverca, com golos apontados por Blesa (59’) para os avenses e Figueiredo (5’) e Sandro Lima (21’), nos alverquenses.
Neste domingo, lugar ao Arouca-Estoril (18h45) e ao Casa Pia-Benfica (20h45), para fechar a 28ª jornada da Liga Betclic.
