Terça-feira 09 de Junho de 2026

Jaime Faria regressou vitorioso ao palco onde foi feliz

Tenis-JaimeFaria-14-04-2026Jaime Faria juntou-se ao compatriota Frederico Ferreira Silva na segunda ronda do Oeiras Open, um palco onde o lisboeta de 22 anos foi feliz há dois anos, estreando-se como campeão do escalão.

De regresso ao emblemático central do Jamor, o número três nacional, 142º do ranking ATP, precisou de 2h18 para superar o neerlandês Guy den Ouden (181.º) em renhidos parciais de 6-7 (1/7), 6-2 e 6-4.

“Estou feliz com uma vitória. Já não jogava aqui há dois anos, senti-me bem, em crescendo durante o encontro. Também não compito há duas semanas, só em treinos, mas senti-me bem a servir e a responder melhor, sobretudo no final da partida”, declarou Jaime Faria após o triunfo sobre o campeão da CT Porto Cup em 2025. “É adversário difícil, conheço-o bem, cruzámo-nos em juniores, por isso esta foi uma vitória que dá confiança para a próxima ronda”, acrescentou ainda o ex-87º mundial.

O jogador que faz parte do grupo de treino do Centro de Alto Rendimento da Federação Portuguesa de Ténis vai discutir um lugar nos quartos de final com o chileno Nicolas Jarry, 155º da hierarquia, na qual foi 16º, num reencontro depois da primeira ronda ganha no qualifying do ATP 500 do Rio de Janeiro, esta temporada. O sul-americano, recorde-se, é o responsável pelo afastamento do dinamarquês Elmer Moller, campeão do Maia Open em 2025, do Braga Open, onde se estreou a ganhar em torneios do ATP Challenger Tour em 2024 e nem mais do que o detentor do título do Jamor.

Sem precisar de referir que quer voltar a ser feliz naquele central, Jaime Faria prefere salientar as metas traçadas para a temporada: “Quero tentar impor o meu ténis e melhorar ao longo deste ano para ser um jogador do top-100”, rematou o português.

Na reta final da jornada, Henrique Rocha, esta semana a gozar o melhor ranking da carreira em 126º, esteve perto de tornar-se no terceiro português a seguir em frente, mas a falta de luz natural adiou para esta quarta-feira a conclusão do embate contra o qualifier alemão Tom Gentzsch (231.º). O marcador assinalava 7-6 (7/3) e 2-4 quando o dia foi dado por concluído.

Bia Haddad Maia afastou Francisca Jorge do Oeiras Ladies OpenTenis-Francisca-14-04-2026

Francisca Jorge obrigou Beatriz Haddad Maia a puxar dos galões para impor a condição de principal favorita ao título no Oeiras Ladies Open, deixando sem portuguesas os singulares deste WTA 125 que a Federação Portuguesa de Ténis promove no Jamor em simultâneo com o ATP Challenger 125.

No terceiro duelo com a brasileira que já foi número dez mundial e, atualmente é 69ª, a número um lusa (188ª) foi a primeira quebrar o serviço, mas rapidamente a adversária inverteu a tendência no set inaugural. No seguinte, Francisca Jorge liderou por 3-0, cedeu o serviço no quinto jogo e depois de breaks e contrabreaks a decisão arrastou-se para o tie-break. Também aí, a vimaranense tomou a dianteira, mas neste regresso a Portugal desde 2021, Haddad Maia acedeu aos oitavos de final com os parciais de 6-4 e 7-6 (7/3).

Apesar dos dois ases e outros tantos breakpoints salvos, Francisca Jorge cedeu sete jogos de serviço e quebrou seis antes de perder em 2.02 horas o terceiro duelo em outros tantos com a brasileira de 29 anos que, assim, segue para os oitavos onde aguarda pelo desfecho do embate entre a polaca Maja Chwalinska (129.ª) e a espanhola Kaitlin Quevedo (144.ª). A tenista natural de São Paulo é um dos ícones da modalidade no seu país, pois além de quatro títulos conquistados, no currículo constam ainda as meias-finais de Roland-Garros.

“Fico feliz por estar de volta a Portugal. Feliz por ter competido e por ver o crescimento do ténis no País, cada vez com mais portugueses a jogarem e bastante gente a acompanhar na bancada”, elogiou a antiga top-10, sem poupar elogios a Francisca Jorge, com quem jogou pela terceira vez.

Kika, todavia, continua em missão na terra batida do Jamor, neste caso na variante de pares, na qual é detentora do título e busca, ao lado da irmã Matilde Jorge, a condição de tricampeã.

“Senti que a Bia fez um jogo sólido do início ao fim. Tive bons momentos, com alguns altos e baixos. Nos momentos importantes, ela teve mais coragem. No geral, penso que foi positivo. Eu e a Matilde não singrámos nos singulares, mas vamos à procura de mais um título, aqui no Jamor“, rematou Francisca Jorge.

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