Sábado 30 de Maio de 2026

Jaime Faria continua a fazer História de Portugal em Paris num Ténis estrelado

Jaime Faria, 115º mundial, somou a quinta vitória em Roland Garros e juntou-se ao compatriota Nuno Borges na terceira ronda da quinzena parisiense, após levar a melhor sobre o alemão Jan-Lennard Struff, 80º e ex-21º, com os parciais de 7-5, 7-6 (7/1) e 6-2.

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Anastasia Barbosa/FPT

Pelo segundo ano consecutivo, o Grand Slam da terra batida terá dois tenistas nacionais na terceira ronda.

Vindo do qualifying, o português foi o primeiro a ver o serviço quebrado no quinto jogo, mas depressa ripostou de imediato (3-3). Embora não tenha conseguido fechar o parcial nos quatro setpoints de que dispôs quando o alemão servia no 10º jogo, colocou-se na frente do marcador ao quebrar o serviço do antigo 21º mundial para selar o primeiro parcial (7-5).

No segundo set, qual papel químico, Struff voltou a ser o primeiro a tomar a dianteira (2-3), com um break, que Jaime Faria não deixou que se consolidasse, repondo a igualdade (3-3). O set arrastou-se para o tie-break com o germânico a disparar um ás a 191Km/h e três erros diretos do lisboeta. A servir a 216 km/h, o português assumiu o comando, viu Struff assinar o único ponto do tira-teimas com um winner e selou o set com um ás (7/1).

A um parcial de fazer história na carreira, juntando-se a Nuno Borges na terceira ronda, Jaime Faria seguiu o embalo vitorioso, quebrou no arranque o saque de Struff, reforçou a dose no quinto jogo (4-1) e agarrou-se ao jogo de serviço até selar vitória ao fim de 2h30, com uma esquerda do adversário a ficar na rede.

Autor de seis ases, cinco pontos de break convertidos face aos dois do rival, 34 winners – menos oito que o alemão – e 23 erros não forçados, Jaime Faria vai defrontar o norte-americano Frances Tiafoe, 22º classificado do ranking ATP e 19º cabeça de série, em jogo marcado para as 14 horas deste sábado.

 

Nuno Borges lutou, mas Rublev levou a melhor em Roland Garros

Não foi por falta de luta durante as 2h42 horas de encontro que Nuno Borges (51º) se despediu de Roland Garros. Só que, do outro lado da rede, o número um português encontrou Andrey Rublev (13º da hierarquia ATP) e, pela quinta vez em outros tantos duelos, não conseguiu levar a melhor.

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Anastasia Barbosa/FPT

Desta vez, foram os parciais de 5-7 e duplo 6-7 (2/7) a impedirem o maiato, de 29 anos, de chegar à quarta ronda da quinzena parisiense, dizendo assim adeus ao Grand Slam da terra batida na terceira ronda pela segunda edição consecutiva.

Nuno Borges foi o primeiro a enfrentar breakpoints – três no terceiro jogo – mas o maiato lidou bem com a tensão, deixando o russo a descarregar nas próprias pernas a frustração. Numa batalha silenciosa pelo serviço, Rublev fez um jogo de serviço limpo (2-2) e Borges ripostou na mesma moeda (3-2). Com dois winners, o português voltou a escapar às investidas do antigo número cinco mundial e duas vezes quarto finalista (2020 e 2022) em Paris. Salvou dois breakpoints para deixar o marcador do Court Suzanne-Lenglen a 5-4.

No entanto, quando teve outra oportunidade, com dois erros de esquerda de Borges, Rublev assinou o primeiro break do encontro (5-6) e ficou a servir para fechar o set. O maiato salvou um setpoint, mas uma esquerda presa na rede colocou o russo na frente (7-5), ao fim de 45 minutos.

Queixoso das costas, na pausa, Rublev trocou palavras com o fisioterapeuta português David Pires. com quem foi aos balneários a fim de receber tratamento. Enquanto isso, nas bancadas os leques pareciam borboletas a bater asas para enfrentar o calor e Nuno Borges tentava lidar com a canícula e a pausa com toalha de gelo ao pescoço.

No reatamento, foi a vez do melhor tenista luso da atualidade aproveitar três erros não forçados do adversário para passar para a frente da contagem (2-0) com o seu primeiro de dois breaks do encontro. Todavia, o contra-break chegou logo de seguida numa longa troca de bolas (24), de novo com uma esquerda a ficar na rede (2-1).

A dança das quebras de serviço não terminava ali, desta vez com Nuno Borges a aproveitar bem os três erros não forçados do russo (3-1). A servir para manter a vantagem, o português volta a protagonizar um rally de 21 pancadas castigado pelos erros de esquerda (3-2) com um break. Com um dos seis ases assinados, metade do adversário, Nuno Borges manteve-se firme no serviço (6-5) e a decisão arrastou-se para o tie-break e ao quinto setpoint, Rublev não perdoou, dilatando a vantagem com 7-6 (7/2) num longo segundo set de 55 minutos.

Ao dealbar das duas horas de encontro, o terceiro parcial continuava a ser palco da batalha feroz entre Borges e Rublev. Os ases do russo iam desconcertando o português que mantinha os próprios jogos de serviço à tona e, assim, novamente a decisão do parcial aconteceu no tie-break. Com o público ora a puxar pelo russo, ora pelo maiato, foi o mais cotado a passar para a frente da contagem com esquerdas certeiras e, com um ás, a chegar ao match point e à vitória.

 

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