Quarta-feira 15 de Julho de 2026

Espanha na final do Mundial de Futebol’2026

Não houve grandes dúvidas sobre o triunfo da Espanha sobre a França na primeira partida das meias-finais, porquanto os espanhóis arriscaram mais, foram mais acutilantes, mas calculistas e … aproveitaram dois erros (entre outros) da defesa da equipa francesa para marcarem os golos que garantiram a presença na final, no próximo sábado.

Espanha na final do Mundial de Futebol’2026

FIFA

E se mais não houvera, o guardião espanhol, Unai Simón, esteve sempre atento (e bem acompanhado pelo colega Cucurella) para “desfazer” qualquer tiro direto para a baliza, resultando num triunfo relativamente calculado, até porque os franceses, apesar das pequenas diferenças nos parâmetros principais da estatística, poucas vezes criaram perigo sério, até porque o jovem Yamal esteve quase sempre “fechado”, sem aberturas para entrar pelas linhas atrasadas da armada espanhola.

No entanto, foi Yamal que “provocou” a jogada do primeiro golo, levando ao engano o defesa francês que ao desarmar o pivot espanhol atingiu-o, à meia-volta, nas pernas, o que originou a grande penalidade que (22’) Oyarzabal marcou de forma fácil.

Ganhando vantagem, os espanhóis começaram a fechar os vários circuitos, temendo – como seria natural – a “revanche” francesa, mas depressa se percebeu que a reação teimava em não acelerar, ficando ainda a França diminuída face à lesão sofrida por Rabiot (substituído por Lacroix).

No final dos primeiros 45 minutos (+6’), a Espanha seguia na dianteira (5-4 em remates, dos quais 1-0 para a baliza, numa posse de bola de 56/44%), parecendo estranho apenas um remate para a baliza.

No segundo tempo, era pensável que os franceses “carregassem” no acelerador, mas outro erro acabou por ditar a quase derrota francesa.

Lançado pela esquerda, o jogador espanhol subiu até à entrada da grande área, enviou a bola para o centro, onde surgiu outro espanhol a desviar o esférico para Pedro Porro, que surgiu, vindo de trás, isolado e fez o 2-0 sem espinhas, com o guardião mal batido.

A partir desse momento e apesar de alguns “acessos” com algum perigo à área espanhola, duas verdades confirmaram-se: o guardião Unai Simón estava atento e defendeu quase tudo, o defesa Cucurella despachou para fora da área algumas bolas que teriam seguido para a baliza (como foi o caso, 81’, do remate desferido por Mbappé) e a França passou a estar ainda mais anémica.

Ainda assim, a estatística disse que, no final, a |França rematou mais (14-10) dos quais 4-2 para a baliza, numa posse de bola ainda favorável aos espanhóis (51/49%).

Em Dallas (EUA) o que DEU foi Espanha e, por isso, os espanhóis passaram a liderar o Ranking Mundial, com 1965,97, com a França a baixar ao segundo lugar, com 1948,97.

Nos marcadores, Messi (Argentina) e Mbappé (França) continuam na frente, mas o francês passou à “reforma”, por agora, pelo que Messi tem tudo em aberto para se isolar no jogo desta quarta-feira (20H), em Atlanta (EUA) e poder tornar-se o campeão dos golos desta edição.

Inglaterra no “tudo ou nada” para chegar à final frente à campeã Argentina

Há 60 anos que a Inglaterra não chega à final de um mundial. O que até parece mentira, se recordarmos que o futebol é oriundo das Ilhas Britânicas.

Pelo que, para retornar a essa honra, se torna indispensável que os ingleses se apresentem hoje em campo de corpo inteiro, cabeça fria (o que é normal) e, 60 anos depois de Portugal ter estado à beira de vencer o mundial de 1966, os britânicos almejarem um putativo segundo título, numa história de 17 presenças (a primeira em 1950) em que somou mais dois quartos lugares (1990 e 2018) e depois de, há quatro anos, ter chegado apenas quartos de final.

Só por si, o ter conseguido estar nas meias-finais é um excelente tónico. A partir das 20 horas logo se verá o que vai acontecer.

Quanto à Argentina, um dos “papões” de mundiais (1978, 1986 e 2022 e vice-campeões em 1930, 1990 e 2014), é evidente que tem supremacia que baste, em que cada pequeno detalhe pode modificar tudo. Para um ou para o outro lado. Mais logo se verá.

 

 

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