Desde a primeira apitadela do árbitro, a Colômbia depressa demonstrou que estava em jogo para ganhar, entrando com força e velocidade que, parecia, a equipa lusa se tinha de preparar para dar “troco”, mas não na forma como normalmente acontece, isto é, parada e bola a circular atrás da zona de remate.
Tanto que na primeira avançada criou perigo que fez tremer a parte mais recuada, tendo (6’) os colombianos beneficiando de um “simples” lançamento lateral para levar a bola para dentro da área portuguesa, onde o perigo voltou a rondar, com a bola (8’) a passar a poucos centímetros do segundo poste à guarda de Diogo Costa.
Só cerca das 13’ é que Bruno Fernandes conseguiu sair da casa e rematar, mas fê-lo tão mal que foi à toa, sem convicção, considerando o modo “furacão” com que os colombianos se movimentavam quando na posse do esférico, tanto que (17’) a defesa ficou com brechas que o avançado colombiano, praticamente só, rematou à figura para Diogo Costa defender com garra.
Premeditada ou não, a verdade é que Portugal se manteve lento, não conseguindo fazer uma ligação linha média para o ataque, porque nunca estava minguem na frente, levando a Colômbia a criar outra ação de perigo (22’), que não deu golo porque a defesa conseguir desfazer a rota inicial do remate.
Ainda antes da “paragem para hidratação”, Ronaldo recebeu espaço para a marcação de um livre frontal – com a Colômbia a não fazer barreira, porque longe – com o número 7 luso a rematar fraco, sem convicção e a bola a ir diretamente para as mãos do guardião.
Com Portugal a jogar muito recuado, não querendo sair ou fazendo por não sair para a frente, a Colômbia começou a acertar o passo da mesma forma, até que (39’) Bruno Fernandes conseguir ter “ar” para rematar, mas à figura do guarda-redes colombiano.
No minuto seguinte João Félix ainda tentou uma jogada a dois tempos, mas no remate propriamente dito a bola foi por cima da barra, tendo os “cafeteros” aproveitado para, em cima dos 45’, a rematar e Diogo Costa a defender, porque à figura.
Depois do descanso, João Neves entrou para dar outra dinâmica, mas depressa se viu que a coisa não estava a dar certo, porquanto a equipa lusa continuava recuada, quiçá sem vontade de ganhar, porquanto o empate era suficiente para ser apurado para o “mata-mata”.
Diogo Costa ainda viu lume nas mãos ao defender (55’) a soco um remate inesperado, numa altura em que a Colômbia também fez mexidas na formação, que deram outra dinâmica e com Luis Suarez a rematar para a baliza, mas com Renato Veiga a safar, por duas vezes (porque houve outro ataque de seguida) e servir de guarda-redes, que estava batido. Um mkinuto depois e Diogo Costa a defender para canto (66’).
Após a “hidratação” e a entrada de Rafael Leão e Samu Costa – avançados com missão para marcar golos (foi mesmo???), mas o que se verificou foi que Renato Veiga, de uma só penada, safou Portugal de sofrer golos em dois momentos, seguindo-se uma perda de estilo e pensamento quando Bruno Fernandes colocou a bola a voar na direção de Diogo Dalot e este cabeceou para fora.
Numo Mendes foi também chamado a entrar (86’) mas não teve tempo para fazer algo de diferente, enquanto Ronaldo continuava em campo à procura da bola, ou fugindo dela e de eventuais encontros mais “pesados”.
Nos últimos dez minutos, ficou sem se saber se Portugal queria ganhar ou não porque passou a prender a bola na defesa e sem avançar, quiçá provocando os colombianos que (88’) estiveram à beira de marcar (nos 5+3’), tendo Diogo Costa safado mais um golo ao defender o esférico, mas ficando “distraído” quando, na marcação de um pontapé de canto, a bola voou até ao segundo poste e, na recarga, entrou ma baliza. O que valeu é que o jogar tinha a biqueira da bota na zona do fora de jogo.
Em termos finais, a Colômbia foi sempre superior (26-13 remates, dos quais 6-2 para a baliza, com uma posse de bola de 55/45%, registando-se o empate a zero.
O apuramento foi cumprido e resta agora saber o que aí vem.
No outro jogo deste grupo K, a República Democrática do Congo venceu (3-1) o Uzbequistão e subiu também aos dezasseis avos.
A fase de grupos concluiu-se nesta madrugada, com os jogos da terceira ronda do grupo J, tendo a Argélia e Áustria empatado a 3-3, com os austríacos marcarem por Marko Arnautovic (28′ minutos), Marcel Sabitzer (55′) e Sasa Kalajdzic (90+6′ e os argelinos com golos de Rafik Belghali (45′) e Riyad Mahrez (60 e 90+3′).
No Jordânia-Argentina, vitória dos sul-americanos por 3-1, com L.Messi a marcar mais um golo (80′), vindo do banco, marcaram ainda pela Argentina, Giovani Lo Celso (19′) e Lautaro Martínez (31′), com o golo dos jordanos marcado por Mousa Al Tamari (55′) .
Com estes resultados, a Argentina foi a esperada vencedora com o pleno de vitórias, nove pontos, com a Áustria em segundo lugar, com quatro pontos, os argelinos no terceiro lugar, com quatro pontos que permite seguir em frente, foram um dos oito melhores terceiros, por último a Jordânia sem qualquer ponto.
De acordo com o plano traçado, a África do Sul defrontará o Canadá neste domingo (20H) para abrir os dezasseis avos, com segunda-feira a seguir-se o Brasil-Japão (18H) e o Alemanha-Paraguai (21h30).
No dia 30 deste mês de junho, lugar aos Países Baixos-Marrocos (02h00), Costa do Marfim-Noruega (18h) e França-Suécia (22h00).
