França e Espanha agregaram-se para disputarem a primeira meia-final do Mundial de Futebol, em jogo marcado para as 20 horas do dia 14 (terça-feira), no grande panorama mundial que dá pelo nome de Estado de Dallas (EUA), com os preparativos para a festa a terem um início algo inesperado, em especial pela presença destas duas seleções europeias.
Depois dos franceses terem “dançado” muito bem (2-0) ante o “forró” marroquino, esta sexta-feira foi a vez de surgir uma Espanha (e olé!) que se bateu ao seu nível para vencer uma equipa belga, a quem faltou audácia e coordenação para poder contornar os obstáculos, sendo que os espanhóis marcaram uma posição de ”altos comandos” aprontados, relativamente afinados e construíram o triunfo que se ajusta ao desenrolar dos acontecimentos.
Fabián Ruiz abriu o cartaz (30’), Charles De Ketelaere igualou (41’) e, no segundo tempo, Mikel Merino repetiu o feito das oitavas de final contra Portugal, quando entrou no segundo tempo e fez o golo da vitória (2-1) aos 88’.
O triunfo espanhol marcou o retorno a esta fase do mata-mata após 16 anos, quando Espanha superou a Alemanha por (1-0) para ir à final de 2010, na África do Sul.
Para o jogo desta sexta, o técnico Luis de la Fuente promoveu uma troca de Pedri por Fabián Ruiz no meio de campo, enquanto Rudi Garcia fez três mudanças na Bélgica: passou Youri Tielemans, Dodi Lukebakio e Amadou Onana – este que sofreu uma ruptura do ligamento cruzado anterior do joelho direito e está fora da Copa – e enfrentou Hans Vanaken, Kevin de Bruyne e Jérémy Doku.
A paciência da Espanha foi recompensada os 30 minutos. Após tabela com Yamal, Pedro Porro cruzou pela ponta direita para Dani Olmo, que completou. Thibaut Courtois fez a defesa, e Fabián Ruiz tocou para o fundo das redes. O momento era todo espanhol, que quase ampliou aos 33 minutos em cobrança de falta, mas o goleiro belga defendeu o chute de Yamal.
A Bélgica tinha dificuldade de trabalhar, mas, numa rara subida ao ataque, já conseguiu empatar. Aos 41 minutos, De Bruyne cruzou na área, e Charles De Ketelaere venceu a disputa com Pau Cubarsí para cabecear para o golo – o primeiro sofrido pela Espanha no torneio. De Ketelaere, aliás, já havia feito dois golos na grande vitória sobre os Estados Unidos na rodada anterior.
Após o intervalo, o jogo retomou o ritmo de antes do empate da Bélgica, como a Espanha recebeu a defesa adversária, ainda que sem dar muito trabalho a Courtois.
Ambas as equipes fizeram alterações, e o jogo ganhou lanças de perigo, mas o 2-1 estava feito e não foi alterado, evitando eventual prolongamento.
Em termos globais, a Espanha esteve sempre na frente da estatística: 18-5 em remates, dos quais 8-2 para a baliza e 68/32% de posse de bola. Muito bom.
Nos marcadores ficou tudo igual: Lionel Messis (Argentina) e Kylian Mbappé (França) continuam juntos, com 8 golos, na liderança, seguindo-se Haaland (Noruega), com 7; Harry Kane (Inglaterra), com 6; e Dembelé (França), com 5.
Ordenação que poderá ser alterado no jogo deste sábado, considerando que a Noruega e a Inglaterra jogam (22h), pelo que qualquer deles poderá marcar e poder subir mais uns degraus nesta luta pelo melhor artilheiro.
A este propósito, recorde-se que nos noruegueses marcam a quarta presença (1938, 1994, 1998 e agora), tendo como melhor os oitavos de final (1998), pelo que ao chegarem aos quartos de final melhoram, o que é positivo.
Do lado inglês (que vêm de 1950, assinalando 17 presenças), registe-se o 4º lugar alcançado em 2018, para além das setes vezes que chegou aos quartos de final, como aconteceu a última vez em 2022.
Recorde-se ainda que a França e a Espanha estão na frente ao conquistarem o direito de estar numa das meias-finais deste Mundial 2026.
