Com um jogo “impreparado” por uma relva maltratada, imprópria para um jogo desta categoria, o FC Porto comemorou a conquista da 25ª Supertaça “Cândido Oliveira”, vencendo um Torreense nunca “rendido”, como se reconhece, porque apenas batido por 1-0, golo de Froholdt (38’).
Fotografias : © Luís Macedo / CN
Iniciando a partida a mostrar que não estava em campo apenas para perder – segundo as perspetivas das apostas – os torrejanos mostraram como são “rijos” e que, apesar de defrontar o campeão nacional em título, podiam até causar surpresa.
Num ambiente competitivo, quase “taco-a-taco” ao longo de todo o jogo, a bola foi rolando até que Froholdt – o melhor jogador em campo – marcasse o primeiro golo (único), aproveitando a oportunidade, antes que fosse tarde.
Aliás como se viu nos últimos vinte minutos do jogo (com o acrescento de mais cinco), o perigo andou a rondar pelas duas balizas, mas a bola nunca mais foi beijar as malhas da baliza, na partida jogada com calor, sem se chegar a casos complexos – no que é fértil a nossa arbitragem – com o encontro a terminar com a habitual festa da entrega das medalhas aos finalistas e do troféu ao capitão Diogo Costa, com o FC Porto a ultrapassar, nas estatísticas do futebol nacional, o Benfica ao conquistar o 88º título, contra os 87 dos homens do Estádio da Luz a ficar na segunda posição.
Em termos de Supertaças – desde 1979/80, quando se realizou a primeira edição com o triunfo do Boavista – os portistas cumpriram a meta de 25 troféus na história da competição, com o Benfica a somar 10 e o Sporting 9. Uma classificação completamente vestida de azul e branco do Norte.
Em termos estatísticos ainda, relativamente ao jogo, o Torreense rematou mais (12-10), com um empate de 4-4 para a baliza, numa posse de bola de 53/47% para os portistas.
Com este jogo – e outros que se disputaram por todo o país no dia de domingo – cumpriu-se a fase de preparação para a entrada na nova época de 2026/2027, que muito poderá dar que falar caso os dirigentes que comandam a área do futebol nacional não encontrem um discurso semelhante às ações que vão desenvolver, em especial com ética, transparência e integridade.
Acima dos interesses pessoais e grupais que possam existir.