Terminou mais uma edição do Festival O Sol da Caparica, a 11ª edição, foram quatro dias de uma cidade temporária erguida por muitos ao longo de semanas.
Fotos: © Ricardo Caseiro 2026, © JCMyro 2026
A nível da programação desta 11ª edição do festival começou a ser trabalhada logo após o final do festival anterior e prolongou-se até janeiro.
Seguiu-se a fase de produção, antes de a operação “uma cidade temporária”no Parque Urbano arrancar a 27 de julho. As desmontagens deverão ficar concluídas até ao dia 24 de agosto.
Na Costa de Caparica, mais propriamente no Parque Urbano, estiveram mais de 3.000 profissionais, em diferentes funções em diferentes momentos da sua montagem, da produção, da operação e da desmontagem.
A infraestrutura que foi necessária para receber as mais de 105 mil pessoas durante o festival, incluiu três palcos, cerca de 150 contentores, as estruturas da área VIP e os espaços de mais de 30 marcas. Toda a operação envolveu aproximadamente 450 fornecedores, cerca de 90% dos quais sediados na Área Metropolitana de Lisboa, refletindo a aposta da organização numa cadeia de fornecimento de proximidade e na dinamização da economia regional.
O esforço de ser cada vez mais um festival amigo do ambiente , esta edição existiu uma poupança de mais de 150 mil litros de água potável, com base nos dados fornecidos pela organização estima-se ser o resultado dss medidas de gestão de água anunciadas e implementadas no recinto, como o recurso a água não potável para a estabilização das estruturas, a redução do caudal das torneiras, o reforço do número de sanitários químicos e a reorganização das operações de lavagem associadas às áreas de artistas e staff.
O festival implementou também o sistema Volta, que permitiu ao público entregar as garrafas nos pontos de recolha próprios ou destiná-las a uma associação. A iniciativa reforçou o correto encaminhamento destes materiais e promoveu a sua circularidade.
O Festival O Sol da Caparica em 2026 refletiu um impacto económico preliminar superior a cinco milhões de euros, o valor, que será consolidado posteriormente pela organização, que afirmou ” reflete o efeito do festival na atividade económica da Costa da Caparica, do concelho de Almada e da região envolvente.”.
Os mais de 105.000 que vieram ao Sol da Caparica chegaram de todos os pontos de Portugal continental e das ilhas, dando a confirmando que é um festival de dimensão nacional, mas também de vários pontos da Europa como França, Luxemburgo, Itália e Inglaterra.
No lado do envolvimento de entidades parceiras, contou com um dispositivo integrado de socorro, emergência médica e equipas de paramédicos/saúde em permanência, foi desenvolvida uma operação com a WeMob, a equipa do Parque Urbano e os SMAS e em termos de videovigilância, o reforço das equipas de segurança e o aumento da presença da GNR quer no recinto e quer na sua envolvente, garantido assim a segurança das pessoas, com articulação do Serviço Municipal de Proteção Civil de CM Almada e dos Bombeiros Voluntários de Cacilhas.