Francisca Jorge e Matilde Jorge reservaram lugar na 47ª final internacional conjunta, depois de vencerem a semifinal do W75 de Poitiers, em França.
Detentoras de 27 títulos de pares como dupla, três deles em WTA125, as irmãs vimaranenses levaram a melhor sobre o par composto pela alemã Gina Marie Dittman e a belga Jana Otzipka, com esclarecedores parciais de 6-4 e 6-2.
Segundas cabeças de série no torneio da World Tennis francês, Francisca Jorge e Matilde Jorge aguardam agora pelo desfecho da meia-final que tem por protagonistas a francesa Estelle Cascino e a chinesa Shuo Feng e do outro lado da rede a canadiana Francoise Abanda e a norte-americana Sachia Vickery.
Francisca Jorge, 26 anos, busca do 39º troféu da carreira na especialidade e a irmã, quatro anos mais nova, o 34º do currículo.
Na próxima semana, as jogadoras, que integram a equipa do CAR da Federação Portuguesa de Ténis, têm a missão de se sagrarem campeãs nacionais de pares pela oitava vez consecutiva, no Jamor. (Foto Beatriz Ruivo/FPT)
Imparável Struff travou Nuno Borges no ATP500 de Basileia
Vencedor de Novak Djokovic, o alemão Jan-Lennard Struff (47º e ex-21º) continua imparável e foi responsável pelo fim do trajeto do português Nuno Borges nos quartos de final do ATP 500 de Basileia, na Suíça.
O germânico, que tinha sido derrotado pelo maiato nos anteriores encontros – no ATP Challenger de Phoenix em 2023 e, este ano, na relva do ATP 250 de Maiorca -, não se fez rogado em aplicar 2-6 e 3-6 ao número um português (53º do ranking) em menos de uma hora.
Apesar de servir em média acima dos 200 km/h e ter salvo três dos oito breakpoints enfrentados, Nuno Borges quebrou por duas vezes o serviço de Struff, ficando longe dos 22 winners do adversário – o português assinou dez – com mais cinco erros diretos (19).
O maiato (29 anos) que procurava as primeiras semifinais em ATP500, está agora inscrito no qualifying do ATP Masters 1000 de Paris, onde tem encontro marcado, este sábado, com o francês Adrian Mannarino (73º), a quem Borges se superiorizou nos três duelos disputados.
Nacional Absoluto no Complexo de Ténis do Jamor
O Campeonato Nacional Absoluto/Taça Guilherme Pinto Basto reúne, a partir deste sábado, com o início do qualifying, 127 jogadores nos courts cobertos do Complexo de Ténis do Jamor, e que distribui um prize-money de 25 mil euros, decorrendo até ao próximo dia 7 de novembro.
Com Tiago Torres e Francisca Jorge a defenderem os respetivos títulos de singulares na lista, no caso da vimaranense a meta passa pela conquista do décimo troféu consecutivo e, assim, desvincular-se de Sofia Prazeres que dominou a prova rainha do calendário nacional entre 1990 e 1998 e, aos 52 anos, regressa ao Nacional Absoluto depois de dar cartas no circuito mundial de veteranos, no qual foi número dois mundial.
Curiosamente, a veterana do Beloura TA não é a única das mais experientes em prova no Jamor, pois Rita Freitas, campeã mundial de +40 – campeã nacional de sub-14 (2000), de sub-16 (2002) e sub-18 (2002) – volta para tentar cumprir o sonho adiado na passada edição de jogar ao lado da filha Noa, de 15 anos, que foi campeã de sub-12 em 2023 e vice-campeã de sub-16 o ano passado.
Todavia, é obrigatório referir as irmãs Francisca (26 anos) e Matilde Jorge (22), sempre que se fala do Campeonato Nacional Absoluto. São protagonistas das finais de singulares desde 2018, com Francisca Jorge a ter vencido as oito finais fratricidas, juntando esses sucessos ao primeiro de 2017, então, ganhando a Maria Inês Fonte. Em pares, as vimaranenses, que integram a equipa do Centro de Alto Rendimento da Federação Portuguesa de Ténis, são detentoras de sete troféus consecutivos, sendo que a mais velha junta a estes os títulos conquistados ao lado de Rita Vilaça (2016) e Maria Inês Fonte (2017).
Em masculinos, Tiago Torres é o único campeão do Absoluto em prova, sendo Guilherme Valdoleiros, campeão de pares em 2024 que terá de passar pelo qualifying, e Tiago Cação, finalista em 2020 antes de ter feito paragem sabática de quase três anos na carreira e regressado ao profissionalismo no verão de 2025, também está de volta.
Tal como na competição feminina, também na masculina há espaço para jogadores que (quase) todas as idades. Desde os sub-16, como o campeão nacional do escalão, Lourenço Correia, aos veteranos como José Ricardo Nunes, que integrou a primeira Seleção Nacional campeã do Mundo (+40), em agosto passado, haverá ténis para todos os gostos.