Quinta-feira 05 de Novembro de 2026

Nuno Borges venceu Khachanov e entrou na 3ª ronda parisiense

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FPT

Nuno Borges quebrou o enguiço dos dois confrontos perdidos com o russo Karen Khachanov e ganhou ao antigo número oito mundial (atual 25º), para garantir vaga nos oitavos de final do ATP Masters 1000 de Paris, no qual entrou como lucky loser.

O maiato (49º da ATP) superiorizou-se ao russo com os parciais de 6-3 e 6-4, após assinar 11 ases sem que o serviço alguma vez estivesse sob ameaça. Ao invés, Nuno Borges assinou 21 winners, face aos 13 pontos ganhantes. Ambos os jogadores cometeram uma dúzia de erros diretos.

O peruano Ignacio Buse (33º mundial) não é adversário de boas memórias para Nuno Borges – ganhou ao português o ano passado na eliminatória da Taça Davis, em Lima -, todavia é diante do sul-americano que a desforra terá de acontecer para o jogador do CAR da FPT chegar aos primeiros quartos de final do Masters 1000.

 

Hegemonia das irmãs Jorge sem beliscadura

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FPT/Beatriz Ruivo

Em meia hora, Francisca Jorge e Matilde Jorge chegaram às meias-finais de pares do Campeonato Nacional Absoluto/Taça Guilherme Pinto Basto, ao aplicarem duplo 6-0 ao duo composto por Catarina Bobil e Ema Liziário, nos hardcourts do Jamor.

Campeãs de um W75 em Poitiers no sábado, as vimaranenses somam 28 títulos internacionais como par, mas intramuros totalizam oito vitórias nas últimas nove edições do Absoluto, no qual só foram travadas em 2020 Ana Filipa Santos e Inês Murta a caminho do troféu dourado.

Francisca e Matilde terão pela frente as colegas de treino no CAR da FPT, Gabriela Amorim e Milana Ivantsiv, vencedoras de Madalena Sousa e Matilde Figueiredo (6-4 e 6-0). A outra meia-final será disputada entre Angelina Voloshchuk/Teresa Franco Dias e Kika Lima/Laura Salvado.

Nos pares mistos, Matilde Novais e Bruno Ouvidor ainda continuam na luta pela revalidação do título da especialidade. Os campeões em título estão nas meias-finais, nas quais terão por adversária a dupla composta por Madalena Matias eJosé Ricardo Nunes. Rita Freitas/Julian Contzen e Analu Freitas/Hugo Maia são os outros candidatos.

Teresa Dias travou histórica Sofia Prazeres para jogar “com a irmã” Matilde Jorge

Teresa Franco Dias nasceu emc1999, um ano depois de Sofia Prazeres ter conquistado último dos nove troféus no Campeonato Nacional Absoluto. A tenista, de 27 anos, que tinha perdido com a veterana, de 52, no Open de Oeiras (A), colocou um ponto final na participação da histórica adversária no Complexo de Ténis do Jamor, onde decorre até sábado a prova rainha do calendário nacional.

Os parciais de 6-1 e 6-0 sobre a ex-152ª mundial, que encetou caminhada no qualifying, abriram as portas à jogadora do CT Guimarães para os quartos de final de singulares.

“Uma histórica com quem eu joguei há uns meses, em Oeiras. É certo que não estava numa fase muito boa. Estava cansada de muitos torneios e a começar com um problema no braço. Sabia que tinha armas para ganhar e que a Sofia vinha um pouco cansada também, embora seja fantástico o que ainda consegue fazer. Mantive-me tranquila, firme e a fazer o meu jogo. Consegui desfrutar”, afiançou Teca, como é conhecida, após regressar aos quartos de final dois anos mais tarde.

“Hoje foi muito tranquilo. A primeira vez que joguei com ela, se calhar mexeu um bocado mais comigo. Mas não, entrei como se estivesse diante de outra qualquer. Não me incomodou ser a Sofia do lado de lá. Com muito respeito, claro, mas com vontade de competir bem.  Ela disse-me coisas bonitas no final. Demos um abraço e foi bom”, relatou a lisboeta, após ter dado indiretamente ajuda à amiga Francisca Jorge, atual eneacampeã, que assim pode tornar-se na segunda jogadora a ganhar dez troféus consecutivos no Absoluto, igualando a recordista Leonor Peralta, vencedora de 13 edições.

Não será diante da eneacampeã nacional que Teresa Franco Dias vai tentar chegar às meias-finais, mas sim de Matilde Jorge (244ª) – sete vezes vice-campeã nacional que suplantou Kika Lima (colega do CAR) com 6-3 e 6-2 – a mais nova das irmãs Jorge e também grande amiga.

“Vou jogar com uma irmã. Vou entrar no campo e desfrutar do momento. Já joguei com ela em pares, não é a mesma coisa. Aqui mexe um bocadinho mais, mas estou tranquila. Quero divertir-me e desfrutar por estar dentro do campo, que é isso que gosto de fazer. Quando assim é jogo melhor. Vou tentar esquecer quem está do lado de lá e dar o meu melhor e ver o que é que acontece”, comentou a 1278ª mundial, relatando, entre risos, o momento em que reencontrou Matilde Jorge depois de terem quarto agendado.

“Quando acabou o jogo, vimo-nos… Ela deu-me os parabéns, retribui e a Matilde ia dar-me um abraço. Disse-lhe, a brincar, “pára, porque vamos jogar amanhã!’ A Matilde disse que não tinha visto o quadro e demos um abraço. Finalmente, vamos jogar! Nunca jogámos antes. Já defrontei a Kika [Francisca Jorge] e custou-me um bocadinho, até porque foi no meu dia de aniversário. Mas depois vejo a parte bonita, foi um dia especial. Ajudou-me a encarar estes encontros de outra forma. Desbloqueou qualquer coisa. E agora quero só aproveitar e ir sem medos”, rematou.

Tiago Torres: “Estou triste de não conseguir voltar a ser campeão nacional”

Campeões em 2025, já se sabe que Francisco Guimarães e Gonçalo Quintela terão novos sucessores na lista de campeões. Vencedores do M25 de Rabat, o segundo troféu internacional da dupla, Diogo Morais e Vasco Prata continuam a fazer valer a condição de principais cabeças de série. Vão decidir vaga na final com João António/Miguel Semedo.

Julien Contzen/Miguel Lopes e Guilherme Valdoleiros/Hugo Maia são os outros candidatos ao lugar na decisão masculina da variante.

Dentro do campo, o semblante derrotista de Tiago Torres não disfarçava e, depois do desaire diante de João Dinis Silva, as palavras do campeão nacional absoluto de 2025, que há um ano deixara o central a beijar a mão e a erguê-la em direção ao céu emocionado, comprovaram o momento menos bom por que passa.

“Foi um dia menos bom. Primeiro de tudo, o João teve muito mérito pela maneira como jogou, como ganhou. Foi um justo vencedor soube aproveitar melhor as oportunidades e, no segundo set, acusei um pouco a pressão. No primeiro entrei mal, também por mérito dele. No segundo, estive 5-2 acima e não soube lidar com isso. Ele deu o melhor que tinha e, infelizmente para mim, não foi possível ganhar aquele segundo set. Se calhar, poderia ter mudado o rumo do encontro, quem sabe do Campeonato Nacional. Nunca vamos saber disso”, articulou Tiago Torres.

Com bye na ronda inaugural, o lisboeta, de 24 anos, estreou-se, esta quarta-feira, a defender o título sem conseguir evitar a oitava derrota nos nove encontros realizados desde chegou aos quartos de final do Millenium Estoril Open.

Classificado na 378ª posição do ranking mundial, Tiago Torres assumiu ter “acusado na pressão” de ser campeão nacional, o jogador do Ace Team também reconheceu estar a aprender a lidar com a aposta no profissionalismo encetado na segunda metade de 2025 depois de concluído o percurso académico nos Estados Unidos.

“Sabia que havia jogadores muito bons, são perigosos e jogar contra um português nunca é fácil. Estou a sentir pressão dos resultados, relativamente ao ano passado. Os jogadores já vão sabendo jogar contra mim, antigamente era mais desconhecido. Tenho de trabalhar mais”, garantiu.

“Tenho sentido falta de alegria a jogar. É impossível estar sempre a subir, não sou o pior jogador hoje, nem serei o melhor amanhã”, rematou Tiago Torres que, antes das férias de final de ano, ainda tem na agenda os dois 25 de Vale do Lobo e três semanas em Monastir, na Tunísia, a fim de jogar dois M50 e um M25.

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