Domingo 08 de Novembro de 2026

Matilde Jorge sagrou-se campeã nacional absoluta em Ténis

Habituada a marcar presença na decisão de singulares do Campeonato Nacional Absoluto/Taça Guilherme Pinto Basto, Matilde Jorge manteve o troféu em casa, sucedendo à irmã Francisca Jorge que dominou as últimas nove edições da prova rainha do ténis português.

Tdnis-MatildeJorge-7-11-2026No entanto precisou de longa batalha de quase quatro horas com Angelina Voloshchuk e cinco match points para celebrar de punhos cerrados e com um grito de alívio a conquista nos courts cobertos do Complexo do Jamor.

Após seis finais perdidas com a irmã quatro anos mais velha, a vimaranense de 22 anos (248ª classificada no ranking WTA) ganhou a Angelina Voloshchuk (337ª), com os parciais de 7-6 (7/5), 2-6 e 7-5, após 3h41 de um bonito espetáculo para as largas dezenas de juvenis que, este fim de semana, cumprem no Jamor o estágio de sub-12, sub-14, sub-16 e sub-18.

Curiosamente escalões cujos campeonatos nacionais a nova campeã nacional também conquistou quando por eles passou. Ergueu o troféu de sub-12 em 2015 e 2016, o de sub-14 em 2017 e 2018, o de sub-16 em 2014, 2015 e 2016 e o de sub-18 em 2016, 2017 e 2018.

Este sábado fez o pleno, celebrado o título que perseguia desde 2019, na estreia como finalista diante de Voloshchuk, estreante aos 19 anos em finais do Absoluto, no qual já tinha defrontado e perdido com Matilde Jorge nas meias-finais em 2024.

Campeã nacional de pares pela oitava vez ao lado da irmã Francisca Jorge, na véspera, a mais nova das vimaranenses completou assim a dobradinha na 102ª edição do Nacional Absoluto.

 

Tenis-TiagoCação-07-11-2026Tiago Cação campeão nacional absoluto pela primeira vez

Tiago Cação sucedeu a Tiago Torres na lista de campeões nacionais absolutos. Finalista em 2020, o tenista de Peniche superou, este sábado, o estreante João Dinis Silva, de 19 anos, na decisão da prova rainha do ténis nacional concluída, ontem, no Complexo de Ténis do Jamor.

Aos 28 anos e a viver uma segunda vida na competição, depois de quase três anos dedicados à modalidade como treinador, Tiago Cação fez a festa com os parciais de 6-4 e 7-5 naquela que foi a primeira conquista no Nacional Absoluto.

Classificado na 654º do ranking mundial, Tiago Cação celebrou o título que deixou escapar para Nuno Borges em 2020 sob o olhar orgulhoso dos pais e avô e de fazer a retirada sabática na modalidade. Neste regresso ao profissionalismo, além do título nacional absoluto, o penichense juntou, assim, este ao sucesso inédito também em títulos internacionais, quando se sagrou campeão de singulares no M15 de Castelo Branco, esta temporada, e do M25 da Lourinhã nos pares ao lado de Diogo Marques, neste caso o sexto troféu ITF da variante.

Já João Dinis Silva terá de voltar para tentar fazer o pleno, pois é dos poucos jogadores que se sagraram campeões nacionais em todos os escalões juvenis.

Nuno Borges deixa Cidade Luz nos quartos de final

Casper Ruud tem desempenhado um papel em momentos importantes da história do ténis português, como a da primeira vitória sobre um top-10 na Taça Davis, assinada por Henrique Rocha, ou da estreia de um triunfo luso num Grand Slam, quando perdeu com Nuno Borges em Roland Garros.

Esta sexta-feira, sobre a madrugada, o norueguês ex-nº 2 mundial voltou a ser interveniente, mas desta vez impedindo Nuno Borges de se tornar no primeiro lucky loser a tornar-se semifinalista no ATP Masters 1000 de Paris.

Depois de ter chegado aos quartos de final para inscrever o nome nesse inédito do torneio da capital francesa, o maiato não resistiu ao quinto duelo com o nórdico e, uma semana após ter somado a segunda vitória em Basileia, o número um luso (49.º da ATP) cedeu 6-7 (5/7) e 4-6 a Ruud, ao fim de 1.32 horas.

Borges, que se tornara o terceiro português a chegar aos quartos de final de um Masters 1000, juntando-se aos compatriotas Frederico Gil (Monte Carlo-2011) e João Sousa (Madrid-2016), viu Ruud a evitar por duas vezes as ameaças ao serviço e não salvou o único breakpoint enfrentado. Apesar de mais winners (28 vs. 24) e menos erros não forçados (22 vs. 26), o português terminou assim a temporada.

Com esta notável prestação em Paris, o número um português deverá subir até à 41.ª posição da hierarquia mundial na despedida desta temporada.

Fotos: Beatriz Ruivo e Álvaro Isidoro/ FPT

 

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