Sem que nada o fizesse esperar, o encontro entre o Guimarães e o Sporting acabou por proporcionar alguma surpresa (estranheza?) pela forma como decorreu, tendo por base os últimos jogos das duas equipas.
De um lado, um Sporting aguerrido, provocador, esforçado, surgiu em campo disposto a dizer “ao mundo” que estava vivo, que nada se tinha passado, e o que o caminho se faz para a frente. Do outro, um Guimarães que começou na frente, provocando mais perigo, porquanto fez os dois primeiros remates com a bola a seguir para a baliza à guarda de Rui Silva, que agarrou na primeira vez e depois a bola passou ao lado.
Ainda assim, foi a contrapé que os leões abriram o ativo (9’) por intermédio de Gonçalo Inácio que, assistido por Luis Suàrez, cabeceou para dentro da baliza no meio da pequena área, iniciando-se também as “quedas”, em especial dos jogadores leoninos, com a vontade “indómita” de enganar o árbitro António Nobre (Leiria).
No tal jogo de lá para cá e vice-versa, os vimaranenses mostraram mais queda para atacar, mas acabaram por baquear por não resguardarem a retaguarda e serem apanhados em contraponto, como se viu na maior parte dos golos, com (23’) Daniel Bragança, assistido por Morita, esperou que o guardião Charles viesse ao seu encontro, altura em que fez um chapéu eficiente para chegar ao 2-0. Com dois remates apenas para a baliza, o Sporting acabou por marcar dois golos quase de rajada.
A dois minutos do intervalo Luis Suàrez recebeu um passe de morte na zona frontal da baliza, mas a bola foi para as nuvens, voltando rapidamente ao relvado para os leões, que continuavam estridentes, chegando ao 3-0 (45+3’), depois de Maxi Araújo ter dominado a bola e um defesa, seguiu em linha reta para rematar pela certa!
Com esta vantagem, os leões estavam satisfeitos, mas regressaram ao campo com vontade de fazerem mais “estragos”, considerando que a equipa estava com vontade de mostrar o que vale. E assim foi. Depois de Pedro Gonçalves ter passado a bola ao guardião vimaranense (57’), Luis Suàrez (61’) chegou ao 4-0 sem problemas, aproveitando o corredor e isolando-se frente ao guardião Charles que, não saindo dos postes, viu a bola passar ao seu lado e anichar-se na baliza.
Mantendo a toada ofensiva, Luis Suàrez acabou por fazer mais uma assistência, desta vez para Máxi Araújo, com conta, peso e medida, levando Luís Guilherme a fazer (74’) o quinto golo para o Sporting – no que se pode engalanar como a “goleada” mais inesperada, não fechando o marcador porque Debast, desafiando as leis da física e da matemática, acabou por meter a bola na sua própria baliza, com Rui Silva a esticar-se mas a não conseguir evitar o golo de honra do Guimarães, como que uns prenda por perderem por tantos com os leões.
Faltam dois jogos e sabe-se que os rivais da Segunda Circular se encontram empatados (76 pontos) ainda que o Benfica tenha primazia pelo segundo lugar em resultado dos jogos jogados entre ambos.
Só esta terça-feira deverá conhecer-se os dias e horas para a 33ª jornada, ao que parece até para se perceber qual seria o resultado do encontro desta segunda-feira.

