Segunda-feira 23 de Janeiro de 4997

Benfica voou mais alto no Funchal e saiu premiado

O Benfica deslocou-se à atlântica Ilha da Madeira para, no centro do Funchal, em pleno Estádio dos Barreiros, passar pelo relvado e regressar a Lisboa com mais três pontos no bolso, que muito jeito faz para se manter na segunda posição da classificação da Liga NOS.

LIGA Portugal / lusa /HOMEM DE GOUVEIA

LIGA Portugal / lusa /HOMEM DE GOUVEIA

Apesar da escassa vantagem (2-1 foi o resultado), os benfiquistas tiveram sempre o comando da bola (73/27%) mas não conseguiram marcar mais golos, apesar da também supremacia nos remates (12-6) porquanto a direcção da bola não foi a melhor, tanto que se registou um empate (2-2) nesta situação, o que quer dizer que os dois remates deram nos dois golos, mostrando falta de eficácia.

Para o caso nem faz “diferença”, porquanto os jogos ganham-se com mais golos do que o adversário e, por via disso, o Benfica marcou mais um que os madeirenses, se bem que a “mecanização” da equipa às ordens de Jorge Jesus parece ter falta de “óleo”. Dependerá da marca?

No filme do desafio, o Benfica começou “atiçado” mas foram precisamente os encarnados que permitiram ao Marítimo abrir o activo, depois de una falha “técnica” (desconcertante) de Otamendi que atrasou a bola para Odysseas, de forma vagarosa e sem ver se não havia nenhum adversário por perto.

Rodrigo Pinho estava por perto, acercou-se da bola, correu para a baliza e, quando o guardião do Benfica surgiu pela frente, teve oportunidade de (14’) fazer um “chapéu” (como se diz na gíria) ao picar a bola por cima da sua cabeça de Odysseas, que não podia fazer nada para contrariar.

Antes disso, Everton, num centro remate para o segundo poste da baliza do Marítimo, fez a bola bater por cima da trave, sem haver mais qualquer perigo.

Pouco depois, o Benfica chegou ao empate (32’) com um golo de Pizzi, depois de Everton endossar a bola para Grimaldo que a recambiou para Pizzi fazer o empate.

Ainda antes do intervalo (44’), Rafa fez um remate à meia volta mas o guarda-redes dos madeirenses desviou do golo.

No segundo tempo, o Benfica voltou “à carga” e chegou ao 2-1 (51’), com um golo obtido por Everton, numa jogada que começou em Waldschmidt, passou por Seferovic e terminou em Everton para marcar o golo.

No restante tempo, com algumas jogadas de perigo para um e para o outro lado, o resultado não se alterou e o Benfica regressou a Lisboa com o triunfo que precisava.

Após este jogo (o último da 8ª ronda), o Sporting mantém-se no topo (22 pontos), seguindo-se Braga e Benfica (18), F. C. Porto (16), Guimarães (13) e Paços de Ferreira (11), ainda que o Paços tenha menos um jogo (a disputar, esta terça-feira, frente ao Moreirense, em Moreira de Cónegos), sendo que as primeiras seis ficam apuradas directamente para os oitavos-de-final da Allianz Cup (Taça da Liga), a que se juntam os dois primeiros da II Liga, respectivamente Estoril e Mafra, após os jogos efectuados esta segunda-feira.

Se o Moreirense vencer fica com o mesmo número de pontos que o Paços, podendo ser factor determinante, para desempate, que quem ganhar ficará na frente, ainda que haja outra hipótese para desempate em função dos golos entre os dois concorrentes, que jogam pela primeira vez nesta época.

Uma nota, quiçá pouco usual, para o facto de o Sporting ter o maior número de pontos, o maior número de vitórias, o melhor ataque, a melhor defesa e, ainda, o melhor marcador (Pedro Gonçalves) da competição, o que já não acontecia há muito tempo.

A que se junta ainda o factor de não ter tido ainda nenhuma derrota, o que fez recordar outros tempos de liderança.

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