Sexta-feira 14 de Maio de 2021

População portuguesa continua preguiçosa na prática da actividade física e desporto em 2019

COP-INE-EstatisticasDesporto-08-04-2021Na sequência dos estudos feitos e correspondente normativo em vigor, o Instituto Nacional de Estatística (INE) tornou público a primeira edição do Desporto em Números 2020, para o caso relativo ao ano de 2019.

No documento elaborado, que compila informação de vários indicadores sobre o Desporto em Portugal, a publicação centra-se em oito capítulos – ensino, emprego, empresas do sector desportivo, comércio internacional de bens, preços no consumidor dos bens e serviços, financiamento público das actividades desportivas, participação desportiva e desporto federado.

No que diz respeito à prática do exercício físico, os dados de 2019 indicam que cerca de 2/3 da população com mais de 15 anos não praticou qualquer exercício físico, com a tendência a acentuar-se nas mulheres e que é crescente com a idade.

Em 2019 estavam inscritos nas Federações desportivas 688,9 mil praticantes, um aumento de 3,2% relativamente ao ano anterior, dos quais 68,4% eram homens.

Números que colocam Portugal na zona “baixa” dos rankings europeu e mundial, e que urge contornar em favor da população.

De entre as conclusões, é apontado ainda que, em 2019, eram 13.624 as empresas ligadas ao sector desportivo, o que corresponde a um volume de negócios de 2,1 mil milhões de euros e um valor acrescentado bruto de 862,6 milhões de euros, correspondente respectivamente a 0,5% e 0,8% do total do sector empresarial não financeiro.

No que se refere ao financiamento autárquico, os Municípios investiram 320,3 milhões de euros em 2019, um aumento de 10,2% face ao ano anterior. Destacam-se as zonas do Algarve e do Alentejo com o maior investimento médio por habitante, por oposição às regiões autónomas e área metropolitana de Lisboa com investimentos abaixo da média nacional.

O financiamento do Instituto Português do Desporto e Juventude às Federações Desportivas foi 5,3% superior em 2019 em comparação com 2018, números que, por certo, serão bem diferentes em relação ao ano de 2020, face à pandemia provocada pelo Covid-19, que teve uma tendência de diminuir no primeiro trimestre de 2021 mas que, na entrada do segundo período idêntico, começou a oscilar e a criar algumas “bolhas” de pouco optimismo.

Encaremos o problema de frente, com garra mas, em especial, com a responsabilidade que cabe a cada cidadão na defesa do país na defesa do interesse do colectivo, para evitar situações penosas.

Continuem com a máscara, tenham cuidado com o distanciamento, não andem em grupos largos e lavem as mãos as vezes que forem necessárias para se protegerem.

 

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