Quinta-feira 19 de Fevereiro de 2026

Jaime Faria suplanta bicampeão do Rio Open

Jaime Faria continua a viver em déjà vu no Rio Open, ATP 500 do Rio de Janeiro no qual, tal como em 2025, perdeu na ronda decisiva do qualifying, entrou como lucky loser no quadro principal e chegou aos quartos de final.

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FPTenis/Rio Open

Para repetir esta última fase ainda falta ao número dois nacional (147º mundial) somar mais um triunfo. Todavia, este ano, já deu nas vistas na Cidade Maravilhosa, eliminando o argentino Sebastian Baez, campeão do torneio em 2024 e 2025.

Diante do sul-americano 32º do ranking mundial, Jaime Faria levou a melhor em 1h34 com os parciais de 7-5 e 6-1, mostrando o serviço afinado (80% de pontos ganhos com o primeiro e 42% com o segundo.

O tenista, que integra a equipa do Centro de Alto Rendimento da Federação Portuguesa de Ténis, salvou um de três breakpoints enfrentados e quebrou por cinco vezes o serviço de Baez, que se estreou como campeão ATP no Estoril Open em 2022. Faria, que serviu a 229 km/h, assinou 13 winners e oito erros não forçados – Baez foi autor de 11 pontos ganhantes e 15 erros diretos.

Para reeditar os quartos de final de 2025, Jaime Faria terá de manter a toada vitoriosa sobre Damir Dzumhur, experiente bósnio de 33 anos, mais 11 do que o português, que é 62º da hierarquia na qual foi 23º. O bósnio conta com três títulos ATP, o último sucesso que teve aconteceu no ATP Challenger Tour, desta feita no Maia Open, em 2024.

Matilde e Francisca nas meias-finais do Women’s Indoor Oeiras Open

Esta quinta-feira serão adversárias nos oitavos de final de singulares dentro de court, mas hoje, quarta-feira, Francisca e Matilde Jorge acabaram de deixar o central do Complexo de Ténis do Jamor como semifinalista de pares, pela segunda semana consecutiva no Women’s Indoor Oeiras Open, WTAs 125 promovidos pela Federação Portuguesa de Ténis.

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Beatriz Ruivo/FPT

A tentar manter distante da mente o décimo duelo profissional a solo que as espera, as vimaranenses ganharam uma batalha 100% fratricida com as irmãs I-Hsuan Cho e Yi-Tsen Cho, de Taipé (106.ª do ranking da variante), através dos parciais de 7-5 e 6-4.

“Foi um encontro super-renhido desde o início. Sabíamos que a tarefa seria bastante difícil, pois jogámos com elas o ano passado, no Porto [W75], e foi uma final muito dura. Perdemos o primeiro set com 0-6 e andámos um bocadinho aos papéis. Elas jogam com muita intensidade, jogam bem o par, nota-se que estão bastante entrosadas, são irmãs tal como nós”, comentou Francisca, entre sorrisos, continuando a análise: “Também fomos muito duras, conseguimos aumentar a intensidade quando necessário. No primeiro set, fomos buscar um break abaixo e o segundo foi taco a taco. Estamos muito contentes com a vitória de hoje”, rematou a mais velha das vimaranenses, 104.ª na hierarquia da variante, na qual Matilde é 94.ª.

Em busca da terceira final conjunta em WTA125 e outros tantos títulos, Francisca e Matilde – campeãs do Oeiras Ladies Open em 2024 e 2025 – aguardam o desfecho do embate entre as norte-americanas Carmen Corley e Ivana Corley, também elas irmãs e campeãs há uma semana no Jamor, e o duo principal favorito Emily Appleton/Makoto Ninomiya.

Até lá, as irmãs serão rivais, mas nada que quebre o forte elo que as une. “No resto do dia, vamos fazer as nossas coisas, recuperar bem, para que cada uma esteja no seu melhor amanhã. À distância…”, brincou Matilde, reagindo aos gestos da irmã mais velha que imitava a posição de pugilista de punhos cerrados. Até ao momento que o árbitro de cadeira disser Time para iniciar o encontro, esta quinta-feira, Matilde Jorge e Francisca Jorge vão ser habituais irmãs, que brincam e conversam. E foi o que fizeram…

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