Andrey Rublev será uma das vedetas da 11ª edição do Millennium Estoril Open — que este ano se realiza em modo estival e de 18 a 26 de julho no Clube de Ténis do Estoril, numa organização da 3Love.
O tenista russo de 28 anos e atual 15º mundial vem abrilhantar ainda mais um quadro que já tem garantidos os nomes de Casper Ruud, Stan Wawrinka, Nuno Borges e Alejandro Davidovich Fokina.
Recorde-se que Andrey Rublev foi Top 10 durante cinco anos consecutivos; o melhor ranking: 5.º mundial; 10 vezes quarto-finalista em Grand Slams; 17 títulos conquistados no ATP Tour; Triunfou nos Masters 1000 de Monte-Carlo e Madrid e é treinado por Marat Safin, campeão do US Open e Open da Austrália.
No palmarés de Andrey Rublev contam-se 17 títulos do ATP Tour em singulares, seis dos quais em terra batida, superfície na qual conquistou os seus maiores troféus: Monte-Carlo (2023) e Madrid (2024). Esteve ainda em mais 11 finais, com destaque para quatro da categoria Masters 1000: Monte-Carlo (2021), Cincinnati (2021), Xangai (2023) e Canadá (2024).
Foi em 2017 que Andrey Rublev visitou o maior evento tenístico nacional, quando era então uma jovem vedeta em ascensão, ainda fora do top 100, mas aureolado com o título de sub-18 de Roland Garros e a passagem pela liderança do ranking mundial de juniores com apenas 16 anos. Remetido para o qualifying, o tenista russo venceu um encontro antes de perder na ronda de qualificação com Bjorn Fratangelo. O final desse ano viria a confirmar o potencial de Andrey Rublev, ao estrear-se no quartos-de-final de um torneio do Grand Slam, no US Open, onde só foi travado pelo então líder do ranking, Rafael Nadal.
Memorável foi o ano de 2020, que Andrey Rublev iniciou tornando-se no primeiro tenista desde 2004 a triunfar nas duas primeiras semanas da época, em Doha e Adelaide. O moscovita viria a terminar o ano com um recorde de cinco títulos e 41 encontros ganhos (este ex aequo), justificando o prémio anual da ATP para o Jogador que Mais Progrediu no Ano, depois de ter subido da 23.ª para a oitava posição do ranking mundial.
O ano seguinte, teve como ponto alto a conquista da medalha de ouro em pares mistos nos Jogos Olímpicos de Tóquio, ao lado da compatriota Anastasia Pavlyuchenkova.
“Estou feliz por confirmar que vou voltar ao Millennium Estoril Open, será a primeira vez em muitos anos que vou jogar aí, por isso, estou ansioso e super entusiasmado. Estou à espera de encontrar um grande ambiente, grandes adeptos e um grande torneio, porque Portugal é um país que adoro. Até já!” – salientou Andrey Rublev, que terminou a época entre os 10 melhores durante cinco anos consecutivos, de 2020 a 2024, e, em setembro de 2021, chegou mesmo a subir a n.º5 do ranking mundial, posição que voltou a ocupar em 2023.
“É com enorme entusiasmo que recebemos este ano o espetacular Andrey Rublev no Millennium Estoril Open, um jogador de classe mundial que certamente irá elevar ainda mais o nível competitivo e o entusiasmo do nosso torneio. É um jogador carismático e com certeza que terá muitos fãs em Portugal, desejosos de o ver atuar ao vivo”, disse João Zilhão, diretor do torneio.
O ténis agressivo e feroz que Andrey Rublev ostenta em campo contrasta com a simpatia e humor com que vive nos bastidores. Ainda no último torneio de Monte-Carlo, publicou um vídeo onde percorre o clube, dando abraços a outros jogadores. Em 2023, o tenista lançou uma linha de equipamentos, Rublo, cujas receitas revertem para fins caritativos tendo as crianças como destinatários. E, no ano seguinte, reforçou essa aposta com a criação da Fundação Andrey Rublev.
Andrey Rublev poderá não ser a única figura do ténis russo presente no Estoril, já que o seu ídolo de infância, Marat Safin, é igualmente o seu atual treinador e poderá acompanhá-lo neste regresso ao torneio luso.
Recorde-se que as sessões de sábado (meias-finais) e domingo (final) da 11ª edição do Millennium Estoril Open já se encontram esgotadas e os bilhetes disponíveis para os restantes dias têm diminuído rapidamente. Os ingressos podem ser adquiridos em: https://3cket.com/pt/event/Millennium-estoril-open-2026.
Nuno Borges arrebatador no Masters 1000 de Roma
No Foro Itálico onde chegou à quarta ronda em 2024, Nuno Borges entrou da melhor forma no Masters 1000 de Roma para aceder à segunda ronda na capital italiana.
Na terra batida da Cidade Eterna, o número um português (52º do ranking ATP) levou de vencido o qualifier neerlandês Jesper de Jong, 102º mundial, com os parciais de 6-3 e 6-0, em 61 minutos.
O maiato vai medir forças com o espanhol Rafael Jodar, de 19 anos e 34º classificado do ranking ATP com quem Nuno Borges nunca jogou. (Foto: BarcelonaOpenBancSabadell)
Seleção Nacional discute play-off do nono ao 12º classificado na Qualificação Europeia
A Seleção Nacional masculina open vai discutir o play-off do nono ao 12º lugares da Qualificação Europeia para o Mundial de ténis em cadeira de rodas, que decorre na ilha da Sardenha, Itália, depois de ter perdido, esta quarta-feira, frente à congénere da Croácia (1-2).
Todavia, João Couceiro, deu o primeiro sabor da vitória a Portugal no segundo duelo da fase de grupos. Frente a Anto Joskic, 87.º do ranking mundial, o tetracampeão nacional teve de batalhar e não baixou os braços depois de perder o set inaugural num renhido tie-break. O parciais de 6-7 (8/10), 6-1 e 6-4 foram símbolo da festa ao fim de 1.36 horas.
Depois foi a vez de Jean-Paul Melo entrar em ação. Todavia, mais bem cotado dos portugueses no ranking ITF (154.º da hierarquia na qual já foi 73.º) não conseguiu contrariar o número um dos croatas: Ante Kolundija (75.º), através de 2-6 e 1-6. No par, Couceiro e Melo foram chamados à liça, todavia a dupla formada pelos mesmos adversários ditou o desaire (2-6 e 3-6).
“Lamentavelmente, perdemos no par em dois sets, depois de termos tido pontos para fazer de fazer o 4-1 no segundo parcial. Acabámos por ficar ansiosos e nervosos e sem conseguir continuar a jogar bem”, analisou Joaquim Nunes, coordenador do ténis em cadeira de rodas da Federação Portuguesa de Ténis, que acrescentou “ficámos em terceiro lugar no grupo A e vamos disputar o play-off do nono ao 12º lugares”, referiu o responsável técnico, explicando que, nesta quinta-feira, o quarteto luso – além de Couceiro e Melo, integram a comitiva de open Carlos Leitão e João Sanona – vai ter dia de descanso, pois finalizou a prestação no round robin.
Não será esse o caso de Mário Trindade e Vinicius Pontes, elementos da Seleção de quad que figura no grupo A a par da Turquia, de Itália e da França. E serão esta última congénere que Portugal vai defrontar, esta quarta-feira, após o desaire com a equipa da casa (0-3). Pontes cedeu duplo 0-6 a Alberto Saja, o mesmo se passando com Trindade diante de Hegor Di Gioia. No par, os estreantes lusos perderam com os mesmos adversários com os parciais de 1-6 e 1-6.
“Não se esperava que ganhássemos, porque a equipa italiana tem jogadores mais consistentes e experientes. Mas tanto nos singulares, como nos pares, estiveram mais descontraídos e conseguiram aproximar-se do nível a que habitualmente se apresentam. Foram partidas mais equilibrados, apesar do que os parciais revelam. No par, estiveram mais focados em trabalhar o ponto em conjunto e foi mais interessante, levando mais jogos às vantagens”, analisou Joaquim Nunes. “O objetivo frente à França é manter o nível técnico e que saiam do encontro satisfeitos com a qualidade apresentada”, rematou o técnico.
Na ronda inicial, Portugal estreou-se na Qualificação Europeia para o Mundial de ténis em cadeira de rodas frente aos poderosos das categorias quad e open, Turquia e Israel, respetivamente.
Os mosqueteiros do TCR nacional não conseguiram saborear vitória na jornada inaugural das fases de grupos, mas não perdem a esperança de deixarem boa imagem na Sardenha, Itália, onde decorre até ao próximo dia 9 esta competição que conta com 28 equipas em representação de 17 países.
E foi diante da Turquia que Mário Trindade e Vinicius Pontes deram rosto à primeira Seleção Nacional de quad de sempre a competir nesta Qualificação Europeu. Pontes, sem ranking, foi o primeiro a entrar em court para medir forças com Ali Ataman, número 17 do ranking mundial de quad. O duplo 0-6 foi inevitável. Na estreia no grupo A, do qual Itália e França também fazem parte, Mário Trindade, 43º da hierarquia, encontrou do outro lado da rede Kaplan Ahmet, quinto classificado do ranking, e o desaire, por 1-6 e 0-6, foi inevitável. No par, Pontes e Trindade perderam por 0-6 e 0-6 diante de Kaplan e Fatih Karatas.
Pela tarde, foi a vez dos “quatro mosqueteiros do Open”, parafraseando o coordenador do TCR, coadjuvado por Bruno Pedro em Itália, entrarem em campo contra Israel, principal cabeça de série da categoria.
No grupo A, do qual também faz parte a Croácia, o tetracampeão nacional João Couceiro (188º do ranking) cedeu 0-6 e 1-6 a Adam Berdichvsky (40º) e Jean-Paul Melo (154.º) não conseguiu contrariar o favoritismo do número um israelita, Sergei Lysov (13º), com duplo 0-6. No par, Carlos Leitão e João Sanona deram alguma réplica ao duo Amitay Argaman e Lysov, mas os parciais de 2-6 e 1-6 deixaram Portugal a esperar por mais.
“Israel escolheu os melhores para os singulares, depois facilitou no par, chamando um jogador que joga ténis só há um ano. Embora tenha bom nível não tem experiência. O Carlos Leitão e o João Sanona foram mais felizes, proporcionando bons momentos à plateia”, resumiu Joaquim Nunes.
Esta quarta-feira, a Seleção de quad mede forças com a Itália, enquanto na categoria Open, Portugal joga, pelas 14.00 horas, com a Croácia.

