De acordo com o comunicado publicado no respetivo site, “a Assembleia Geral da Liga Portugal, reunida, em sessão extraordinária, na sede do organismo, no Porto, aprovou, por expressiva maioria, a chave de repartição das receitas provenientes da comercialização centralizada dos direitos de transmissão dos jogos das competições profissionais”.
A entidade que regula o Futebol Profissional justifica no documento que “a chave de repartição resulta de um longo trabalho de estudo e diálogo com todas as Sociedades Desportivas, tendo como princípios estruturantes a equidade, a meritocracia, a transparência desportiva, o alinhamento estratégico e a valorização sustentada das competições profissionais. A sua aprovação representa um marco histórico no processo de centralização dos direitos audiovisuais em Portugal, concretizando uma etapa fundamental de um projeto transformador para o futuro do Futebol Profissional”.
Adiantou ainda que “reconhecendo a natureza evolutiva deste processo, o modelo agora aprovado foi concebido para responder aos desafios e objetivos do primeiro ciclo de comercialização centralizada, promovendo os comportamentos e incentivos considerados mais adequados à atual fase de implementação. Neste contexto, a chave de repartição deverá ser objeto de avaliação e discussão em cada novo ciclo, acompanhando a evolução do mercado, das competições e das necessidades estratégicas do setor”.
Finalizou que ficou “cumprido mais um passo determinante para a concretização do disposto no Decreto-Lei n.º 22-B/2021, que estabeleceu a comercialização centralizada dos direitos de transmissão televisiva e multimédia das competições profissionais a partir da época desportiva 2028/29”.
Recorde-se que, recentemente e numa primeira análise, a Liga tinha apresentado um projeto que dava primazia aos clubes ditos principais, tendo surgido o Nacional a fazer uma contraproposta, em que apresentou uma nova “grelha” de distribuição, o que levou à realização da Assembleia Geral extraordinária desta segunda-feira.
Assunto que ainda conhecerá outros procedimentos, porquanto o documento final terá de ser aprovado em Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Futebol, que tutela a modalidade de forma efetiva e legal.

