Para não variar e até para verificar que ganhamos sempre, para p caso com o mesmo resultado, os testes frente ao Chile e à Nigéria terminaram de forma positiva (duas vitórias) pelo que os objetivos foram completamente objetivados. E quando assim é, tudo fica bem!
No entanto, ainda que a exibição frente aos nigerianos tivesse sido muito melhor – porque superiores aos chilenos – ficou a pairar mais uma “branca” que originou o golo dos africanos, quando empataram e deixaram um amargo de boa para a segunda parte, ainda que no segundo tempo houvesse quase uma mudança completa da equipa portuguesa: entraram novos nove jogadores, ficando apenas dois (Diogo Costa e Ronaldo), com o segundo “combinado” para sair pouco depois, como se verificou. Quer no primeiro quer no segundo “round”, Portugal foi melhor, segundo as estatísticas, com superioridade logo no marcador, depois na maior parte do tempo de jogo, nos remates e até nos que foram para a baliza, de que gostou Roberto Martinez, o selecionador nacional. O que podia ter sido “grave” foi a “branca” (37’) quando a Nigéria chegou ao empate quando colocou três jogadores frente ao único defesa luso que conseguiu estar no “local do trabalho”, infrutífero porquanto Akor Adams não teve compaixão, aproveito a deixa e fez o golo do empate. Por outro lado, os dois golos lusitanos surgiram de jogadas individuais, em que os marcadores quase fizeram tudo, com Neto (23’) a aproveitar uma assistência de Diog Dalot, dar dois passos e rematar pela certa, porque a defesa não barrou o caminho. No segundo (golo da vitória), Francisco Conceição surgiu (75’) pela direita na grande área, recuou para dentro da área e, num ápice, rematou forte para o segundo foste, que o guardião nigeriano não viu a bola partir, mas pressentiu-a quando passou junto ao seu corpo e foi anichar-se na baliza. Ronaldo tentou ser o primeiro a causar ‘danos’ na defensiva nigeriana, aos nove minutos, após abertura de Nélson Semedo, mas, em posição frontal, não acertou na baliza, tal como tinha feito praticamente no primeiro lance do jogo, aos dois, então a passe de Bruno Fernandes. Mas Diogo Costa até foi o primeiro guarda-redes a intervir no jogo, aos seis, para uma defesa fácil a um autêntico passe rasteiro de Bassey, à entrada da área de grande penalidade. As ‘Super Águias’ voltaram a chegar à baliza lusa aos 10, com um remate ao lado de Akor Adams, depois de se impor na luta ombro a ombro com Dalot, numa das várias tentativas de surpreender a seleção lusa em contra-ataque. O guarda-redes nigeriano conseguiu mostrar-se pouco depois, aos 33, negando o golo após um remate à meia-volta de Bruno Fernandes, que, na marcação do canto, serviu Ronaldo, que, depois de se impor no ar, voltou a não acertar na baliza, com um cabeceamento ligeiramente por cima. A próxima vez que Portugal entrar em campo vai ser a ‘doer’, na quarta-feira, frente à RD Congo, no Estádio NRG, em Houston, a partir das 12h00 locais (18h em Lisboa), na primeira jornada do Grupo K. Depois do embate com os congoleses, Portugal defronta Uzbequistão (23 de junho) e Colômbia (28).
Para Roberto Martinez, selecionador nacional, no balanço, salientou que “foi um particular com muito significado, jogar contra uma equipa africana. Estamos muito habituados a isso e será muito semelhante à RD Congo. Jogadores atacantes muito fortes, que utilizam os duelos muito bem. É importante ganhar e melhorar. Na 1ª parte tivemos grandes oportunidades, e a Nigéria também acabou por ter algumas com o espaço dado por nós. A RD Congo também faz isso. Depois fizemos substituições e acrescentámos nível. A Nigéria não tem um remate enquadrado na 2ª parte. Controlámos o jogo e estou muito satisfeito. Utilizámos 26 jogadores em dois jogos e estão todos prontos para o Mundial. Acho que foi um jogo muito bom para nós. A ideia não é ganhar 5-0, não é fazer um jogo brilhante, é ter um adversário difícil e contra o qual pudéssemos testar alguns aspetos”. Com a partida marcada esta sexta-feira, recorda-se que Roberto Martinez leva na bagagem 27 magníficos, de quem se espera o melhor, desejando-se que tudo deia certo com o pensamento comummente aceite por todos, em especial os jogadores – que cumpram a missão para que foram escolhidos e que são os seguintes: Guarda-redes - Diogo Costa (FC Porto), José Sá (Wolverhampton Wanderers), Rui Silva (Sporting CP); Ricardo Velho (Genclerbirligi Ankara); Defesas - Diogo Dalot (Manchester United); Matheus Nunes (Manchester City), Nélson Semedo (Fenerbahce SK), João Cancelo (FC Barcelona), Nuno Mendes (PSG), Gonçalo Inácio (Sporting CP), Renato Veiga (Villarreal); Rúben Dias (Manchester City); Tomás Araújo (SL Benfica); Médios - Rúben Neves (Al Hilal), Samuel Costa (Mallorca), João Neves (PSG), Vitinha (PSG), Bruno Fernandes (Manchester United), Bernardo Silva (Manchester City); Avançados - João Félix (Al Nassr), Francisco Trincão (Sporting CP), Francisco Conceição (Juventus), Pedro Neto (Chelsea), Rafael Leão (AC Milan), Gonçalo Guedes (Real Sociedad), Gonçalo Ramos (PSG); Cristiano Ronaldo (Al Nassr). Portugal começa a sua participação na prova frente à República Democrática do Congo no dia 17 deste mês, no NRG Stadium em Houston, às 18h00 (hora portuguesa). Dia 23 de junho, no mesmo estádio, em Houston, a formação das quinas enfrenta o Uzbequistão, também às 18h00, (hora portuguesa). Os lusos jogam o terceiro e último jogo do grupo K, frente à Colômbia, no Hard Rock Stadium, em Miami, dia 28 de junho, às 00h30 (hora portuguesa). Entretanto, o Mundial de Futebol inicia-se nesta quinta-feira, com a realização do primeiro jogo (20h) no Estádio Azteca, no México (país organizador em comunhão com os Estados Unidos da América e do Canadá)

